A doença tem um desenvolvimento lento e gradual e os primeiros sintomas são as alterações da memória para fatos recentes.

A primeira descoberta de um quadro demencial foi feita pelo médico alemão Alois Alzheimer, em 1906. Na autópsia de um paciente que tinha queixas de declínio intelectual e paranoia, desconfiança exagerada e injustificada, de tipo delirante, encontrou as alterações cerebrais que fazem parte do diagnóstico da doença: placas senis e degeneração neurofibrilar, isto é, um tipo específico de degeneração associado à perda de neurônios.

Parece haver uma pequena contribuição genética, especialmente nas formas de início precoce, antes dos 50 anos. O início tardio ocorre após os 65 anos e o principal fator de risco é a idade avançada. Aproximadamente 25% das pessoas com mais de 85 anos de idade têm Alzheimer ou outros tipos de demência. A probabilidade de se desenvolver a doença na população geral é menor que 1%.

O desenvolvimento da doença de Alzheimer é lento e gradual; os primeiros sintomas são as alterações da memória para fatos recentes, por exemplo, esquecer onde deixou a carteira ou o que comeu no almoço. Na demência os esquecimentos são frequentes, sem que o doente, por mais que tente, consiga recuperar as informações desejadas. Além do prejuízo na memória, a pessoa pode ficar menos espontânea e passar a evitar contatos sociais.

Com a progressão do quadro, fica mais difícil pensar abstratamente, reduz-se o desempenho intelectual, há dificuldade para cálculos numéricos, compreensão de textos ou para a organização da rotina diária de trabalho. Agitação, irritabilidade, alterações de humor, teimosia e incapacidade para se vestir adequadamente podem aparecer nessa fase.

Em estágios mais avançados, há confusão ou desorientação com relação ao tempo e ao espaço, chegando não reconhecer alguns familiares. Na fase final, o paciente com doença de Alzheimer costuma ficar desatento, não cooperativo, incapaz de estruturar uma conversa, com incontinência urinária e fecal e impossibilidade de cuidar de si próprio. Em geral, a morte ocorre entre 8 e 10 anos após o início da doença, em decorrência de infecções.

Não há exames específicos para a detecção da demência de Alzheimer. A suspeita clínica é feita por meio de exame clínico minucioso, exame neurológico e avaliação psiquiátrica. O fornecimento de dados do funcionamento prévio do doente pela família é importante, especialmente para caracterizar a deterioração do estado mental atual.

Ao contrário de outras demências, nas quais há como tratar a causa do problema, não existe tratamento que cure ou reverta a doença de Alzheimer. Nos últimos anos, algumas medicações têm sido utilizadas, especialmente no início do quadro, com o intuito de retardar a progressão para fases mais avançadas.

Várias medicações psiquiátricas podem ajudar na manutenção da qualidade de vida do doente, dependendo do tipo de manifestação em questão, como depressão, agitação psicomotora noturna, delírios, entre outras.

A carga tensional e a preocupação familiar costumam ser grandes, tornando essencial a orientação da família pelo médico. Muito pode ser feito para auxiliar o doente, como pendurar lembretes para os afazeres, incentivar a realização de tarefas possíveis de acordo com o estágio da doença. É importante que o doente e a família convivam com a doença de Alzheimer da melhor forma possível, buscando orientação e apoio médico.

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