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Meningite - Dr Salim Médico de Família

Meningite pode ser fatal se não houver tratamento de emergência

O que é meningite?

A meningite é um processo inflamatório das meninges, membranas que envolvem o sistema nervoso central no cérebro e a medula espinhal. Pode ser causada por diversos agentes infecciosos, como bactérias, vírus, parasitas e fungos, ou também por processos não infecciosos.

É uma doença séria que pode ser fatal. A causa mais comum é uma infecção por bactérias, fungos ou vírus (mais frequentemente). Entre outros, o sintoma que mais chama a atenção para o problema é a rigidez na nuca.

meningite bacteriana e viral são as mais importantes do ponto de vista da saúde pública, devido sua magnitude, capacidade de ocasionar surtos e, no caso da meningite bacteriana, a gravidade dos casos.

No Brasil, a meningite é considerada uma doença endêmica, deste modo, casos da doença são esperados ao longo de todo o ano, com a ocorrência de surtos e epidemias ocasionais. A ocorrência das meningites bacterianas é mais comum no inverno e, das virais, no verão.

 

Sintomas da meningite

Os principais sinais e sintomas são:

  • febre;
  • dor de cabeça;
  • vômitos;
  • náuseas;
  • rigidez de nuca;
  • manchas vermelhas na pele.

 

Diagnóstico da meningite

Em crianças menores de um ano de idade, os sintomas podem não ser tão evidentes. Por isso, é necessário ter atenção para a presença de moleira tensa ou elevada, irritabilidade, inquietação com choro agudo e persistente, além de rigidez corporal com ou sem convulsões.

 

Transmissão da meningite

Em geral, a transmissão é de pessoa a pessoa, através das vias respiratórias, por gotículas e secreções do nariz e da garganta.

A transmissão fecal-oral é de grande importância para a meningite viral, principalmente, nas infecções por enterovírus.

 

Prevenção da meningite

Além da ida rápida aos serviços de saúde ao se perceber os sinais e sintomas sugestivos de meningite (febre acompanhada de dor de cabeça, vômitos, náuseas, rigidez de nuca e/ou manchas vermelhas na pele), a prevenção da doença conta com a tratamento de barreira dos contatos próximos e a vacinação.

A quimioprofilaxia está indicada SOMENTE para os contatos próximos dos casos suspeitos de Doença Meningocócica e meningite por Haemophilus influenzae tipo b.

Outras formas de prevenção incluem: evitar aglomerações e manter os ambientes ventilados e limpos.

 

Vacinação contra meningite

A vacinação é considerada a forma mais eficaz na prevenção da doença, e as vacinas contra as bactérias são sorogrupo ou sorotipo especificas. No calendário de vacinação da criança do Programa Nacional de Imunização estão disponíveis:

  • a vacina Pentavalente: protege contra as infecções invasivas causadas pelo H. influenzae do sorotipo b, entre elas a meningite. Esta vacina também confere proteção contra a difteria, tétano, coqueluche e hepatite B.
  • a vacina Pneumocócica 10 valente conjugada: protege contra as infecções invasivas, entre elas a meningite, causadas por dez sorotipos do S. pneumoniae.
  • a vacina Meningocócica C conjugada: protege contra a doença meningocócica causada pela N. meningitidis sorogrupo C.
  • a vacina BCG: protege contra as formas graves de tuberculose (miliar e meníngea).

 

Tratamento da meningite

O tratamento é feito de acordo com a causa da meningite diagnosticada pelo médico, variando desde o tratamento para alívio dos sintomas (nas meningites virais e traumáticas) até a antibioticoterapia (nas meningites bacterianas, fúngicas e eosinofílicas).

De um modo geral, a antibioticoterapia é administrada por via venosa por um período de 7 a 14 dias, ou até mais, dependendo da evolução clínica e do agente etiológico.

No caso da meningite bacteriana, o tratamento com antibiótico deve ser instituído tão logo seja possível, preferencialmente logo após a punção lombar e a coleta de sangue para hemocultura. O uso de antibiótico deve ser associado a outros tipos de tratamento de suporte, como reposição de líquidos e cuidadosa assistência.

A precocidade do tratamento e diagnóstico são fatores importantes para o prognóstico satisfatório da meningite.

Quanto mais rápido o atendimento médico, maiores as chances de uma boa recuperação do paciente, reduzindo o risco de óbito ou sequelas (paralisia dos membros, perda auditiva, perda da visão, etc).

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Doença celíaca - Dr Salim Médico de Família

Doença Celíaca: O que é? | Por Dr. Salim

É uma desordem sistêmica autoimune, desencadeada pela ingestão de glúten. É caracterizada pela inflamação crônica da mucosa do intestino delgado que pode resultar na atrofia das vilosidades intestinais, com consequente má absorção intestinal e suas manifestações clínicas. O glúten é uma proteína que está presente nos seguintes alimentos: trigo, aveia, centeio, cevada e malte.

A doença celíaca ocorre em pessoas com tendência genética à doença. Geralmente aparece na infância, nas crianças com idade entre 1 e 3 anos, mas pode surgir em qualquer idade, inclusive nas pessoas adultas. Caracteriza-se pela intolerância permanente ao glúten em pessoas geneticamente predispostas. O consumo do complexo proteico vai provocar reação imunológica no intestino delgado, inflamação crônica que impede a absorção de nutrientes. A doença pode se manifestar em crianças, adultos e idosos. Estudos internacionais apontam que 1% da população mundial é celíaca. Calcula-se que mais de um milhão de brasileiros têm a moléstia, mas a maioria ainda está sem diagnóstico

Principais sinais da doença celíaca

Podem variar de pessoa a pessoa, porém os mais comuns são:

  • Diarréia crônica (que dura mais do que 30 dias)
  • Prisão de ventre;
  • Anemia;
  • Falta de apetite;
  • Vômitos;
  • Emagrecimento / obesidade;
  • Atraso no crescimento;
  • Humor alterado: irritabilidade ou desânimo;
  • Distensão abdominal (barriga inchada);
  • Dor abdominal;
  • Aftas de repetição;
  • Osteoporose / osteopenia.

Como a doença celíaca é diagnosticada?

Os exames de sangue são muito utilizados na detecção da doença celíaca. Os exames do anticorpo anti-transglutaminase tecidular (AAT) e do anticorpo anti-endomísio (AAE) são altamente precisos e confiáveis, mas insuficientes para um diagnóstico. A doença celíaca deve ser confirmada encontrando-se certas mudanças nos vilos que revestem a parede do intestino delgado. Para ver essas mudanças, uma amostra de tecido do intestino delgado é colhida através de um procedimento chamado endoscopia com biópsia (Um instrumento flexível como uma sonda é inserido através da boca, passa pela garganta e pelo estômago, e chega ao intestino delgado para obter pequenas amostras de tecido).

Qual é o tratamento?

O único tratamento é uma alimentação sem glúten por toda a vida. A pessoa que tem a doença celíaca nunca poderá consumir alimentos que contenham trigo, aveia, centeio, cevada e malte ou os seus derivados (farinha de trigo, pão, farinha de rosca, macarrão, bolachas, biscoitos, bolos e outros). A doença celíaca pode levar à morte se não for tratada.

O que é dermatite herpetiforme?

É uma variante da doença celíaca, onde a pessoa apresenta pequenas feridas ou bolhas na pele que coçam (são sempre simetricas, aparecendo principalmente nos ombros, nádegas, cotovelos e joelhos). Também exige uma alimentação sem glúten por toda a vida.

Quais são os alimentos permitidos para quem tem a doença celíaca?

  • Cereais: arroz, milho.
  • Farinhas: mandioca, arroz, milho, fubá, féculas.
  • Gorduras: óleos, margarinas.
  • Frutas: todas, ao natural e sucos.
  • Laticínios: leite, manteiga, queijos e derivados.
  • Hortaliças e leguminosas: folhas, cenoura, tomate, vagem, feijão, soja, grão de bico, ervilha, lentilha, cará, inhame, batata, mandioca e outros).
  • Carnes e ovos: aves, suínos, bovinos, caprinos, miúdos, peixes, frutos do mar.

Cuidados especiais:

Atenção ao rótulo de produtos industrializados em geral. A lei federal nº 10674 , de 2003, determina que todas as empresas que produzem alimentos precisam INFORMAR obrigatoriamente em seus rótulos se aquele produto “CONTÉM GLÚTEN” ou “NÃO CONTÉM GLÚTEN” .

Atenção!

Qualquer quantidade de glúten, por mínima que seja, é prejudicial para o celíaco;

  • Leia com atenção todos os rótulos ou embalagens de produtos industrializados e, em caso de dúvida, consulte o fabricante;
  • Não use óleos onde foram fritos empanados com farinha de trigo ou farinha de rosca (feita de pão torrado);
  • Não engrosse pudins, cremes ou molhos com farinha de trigo;
  • Tenha cuidado com temperos e amaciantes de carnes industrializados, pois muitos contém glúten;
  • Não utilize as farinhas proibidas para polvilhar assadeiras ou formas.

Importante:

  • Na escola, nunca separe a criança celíaca dos demais colegas na hora das refeições;
  • O celíaco pode e deve fazer os mesmos exercícios que seus colegas;
  • Existem celíacos que são diabéticos. Portanto, sua alimentação não deve conter glúten e nem açúcar;
  • Existem celíacos que têm intolerância à lactose. Portanto, sua alimentação não deve conter glúten, nem leite de vaca e seus derivados.
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