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O que é pneumonia? - Dr Salim

O que é pneumonia?

A pneumonia consiste na inflamação da região mais nobre dos pulmões, os alvéolos. Geralmente é de origem infecciosa e leva a um acúmulo de líquido inflamatório nessa região, impedindo a oxigenação adequada do sangue. Os sintomas dependem da extensão do processo; os mais comuns são febre, tosse e catarro, que pode estar presente na forma de pus. Menos frequentes são dor torácica e dispneia (falta de ar).

A principal causa dessa doença são as bactérias, mas também pode ser causada por vários micro-organismos, como vírus, fungos e parasitas. Existe um grupo de agentes infecciosos com características intermediárias às bactérias e aos vírus (micoplasma, clamídea e legionela) que causam pneumonias com algumas características especiais e são chamadas “pneumonias atípicas”.

A história clínica e o exame podem ser o suficiente para o diagnóstico, mas sempre que possível, a radiografia de tórax deve ser realizada para confirmá-lo. Outros exames de sangue e catarro ficam reservados para situações mais graves ou quando não houver melhora com a medicação inicial.

A maioria dos casos de pneumonia pode ser tratada em casa. As medicações por via oral são bastante eficazes com uma recuperação rápida. Nos casos mais extensos ou em pacientes com outras doenças, a internação pode ser necessária; nesse caso a medicação é feita por via endovenosa e o uso temporário de oxigênio pode ser necessário. Em situações mais raras, pode ser necessária a internação em UTI; nesses casos o paciente necessita de auxílio de aparelhos para respirar.

Para tratar a doença, o mais comum é o uso de antibióticos, pois a maioria das pneumonias é causada por bactérias que são sensíveis a essas drogas. Habitualmente, em 48 a 72 horas os sintomas devem melhorar sensivelmente; caso isso não ocorra, deve-se retornar ao médico para reavaliação. A falha no tratamento pode significar que a bactéria é resistente; ou não é uma infecção bacteriana, podendo ser viral ou tratar-se de uma pneumonia não infecciosa. Nessa situação, felizmente rara, o médico normalmente realiza outros exames para fazer o diagnóstico.

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O que é hérnia inguinal? - Dr Salim

O que é hérnia inguinal?

É um abaulamento na região inguinal (transição entre a coxa e o abdome), vulgarmente conhecida como virilha. Nesta região costuma passar, no homem, o duto deferente com os seus vasos, e na mulher, o ligamento redondo. O duto leva os espermatozoides do testículo até a uretra – canal por onde passa a urina e o sêmen. Quando ocorre uma hérnia inguinal, juntamente com o duto deferente, pode passar uma porção do intestino e/ou gordura, indo se alojar na bolsa escrotal.

Já na mulher, na região inguinal passa um ligamento responsável pela sustentação do aparelho reprodutor feminino, chamado ligamento redondo. Quando existe a hérnia, há a presença de conteúdo intestinal juntamente com o ligamento.

As hérnias inguinais são o tipo de hérnia mais frequente em adulto. Nas crianças, só são superadas pelas umbilicais. Elas ocorrem em ambos os sexos, sendo mais frequentes  nos homens, e podem ser unilaterais ou bilaterais.

Geralmente, elas ocorrem por excesso de esforço físico e/ou por fraqueza da parede abdominal. Pacientes com tosse crônica, doença prostática e obstipação intestinal crônica devem ser tratados antes, a fim de evitar a volta da hérnia após o tratamento cirúrgico.

O paciente portador de hérnia inguinal refere dor ou abaulamento em região inguinal aos esforços. Pode também sentir apenas sensação de incômodo na região, que melhora com o repouso. Nos casos em que a hérnia é complicada podem ocorrer náuseas, vômitos e dor abdominal de forte intensidade.

O diagnóstico é feito a partir da história clínica do paciente associada ao exame físico. Geralmente, não são necessários exames complementares para confirmar o problema.

As hérnias inguinais não podem ser curadas com dieta ou medicação. O tratamento é cirúrgico. A cirurgia pode ser feita por videolaparoscopia (uso de micro câmera associado a mínimos cortes), ou por cirurgia aberta convencional. A opção do tratamento vai depender do tamanho da hérnia, da idade do paciente e das condições clínicas.

De acordo com a técnica utilizada, o tempo de restrição de atividades físicas pode variar de 5 até 40 dias. Nos casos em que ocorre complicação da hérnia, pode ser necessário tratamento cirúrgico mais complexo.

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Você já teve otite externa? - Dr Salim

Você já teve otite externa?

Otite externa é o processo de inflamação na área mais externa do ouvido (conduto auditivo externo). Ocorre por várias causas, dentre elas o trauma do conduto com objetos nele introduzidos (como grampos ou palitos com pontas de algodão) e também por excesso de exposição à água. Isto torna o quadro mais incidente no verão, época de maior frequência nas praias e piscinas, e conhecido como otite de nadadores.

A denominação mais adequada é otite externa difusa aguda, e as bactérias mais frequente são Staphylococcus aureus e Pseudomonas aeruginosa.

Os sintomas mais frequentes são dor de ouvido, saída de líquido claro ou purulento pelo ouvido, geralmente com cheiro fétido, e coceira. Alguns pacientes apresentam febre e aumento de gânglios ao redor do ouvido. No exame, o médico encontra desde uma inflamação discreta até inchaço importante, de tal forma a fechar totalmente a luz do conduto.

Dependendo do caso, o tratamento se faz com curativos locais com pomada ou gotas, e também podem ser indicados antibióticos e corticosteroides por via oral.

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