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Stent Farmacológico - Dr Salim Médico de Família

SUS inclui stent farmacológico para prevenir infarto em diabéticos

O Ministério da Saúde anunciou, nesta terça-feira (26), a inclusão do tratamento com stent farmacológico no Sistema Único de Saúde (SUS) para pacientes com doença arterial coronariana, uma das principais causas de morte em países desenvolvidos. Os principais beneficiados, segundo a pasta, serão pessoas com diabete ou com lesões em vasos finos.

A doença arterial coronariana é caracterizada pelo estreitamento ou entupimento das artérias coronarianas principalmente pela presença de placas de gordura. Se não tratada, ela pode levar ao infarto agudo do miocárdio, quando o músculo cardíaco sofre lesões pela falta de aporte de sangue na região.

De acordo com o ministério, os diabéticos serão especialmente beneficiados, pois tem maior risco de desenvolver doença arterial coronariana.

Os stents são como pequenas molas dispostas no interior do vaso sanguíneo com estreitamento. Ele é conduzido ao interior do vaso com um pequeno balão vazio em seu interior, que é inflado quando o dispositivo chega no ponto do estreitamento do vaso. Dessa forma, as estruturas da mola empurram as placas de gordura para os lados, desobstruindo os vasos.

O stent farmacológico é revestido por medicamentos que ajudam a artéria a se manter desobstruída por mais tempo. Essas drogas são liberadas no organismo durante os 12 primeiros meses de implante. De acordo com o Ministério da Saúde, 30% dos pacientes que hoje recebem stents comuns teriam indicação para o uso do stent farmacológico.

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Tudo sobre catarro - Dr Salim Médico de Família

Tudo sobre: Catarro

O catarro ou muco é normalmente produzido pelas vias aéreas e representa um importante mecanismo de defesa pulmonar. É continuamente produzido, em pequenas quantidades, e conduzido pelos cílios até a laringe, sendo deglutido e levado ao estômago onde é digerido. Esse processo normalmente é imperceptível. O aumento da produção de catarro é um sinal de inflamação, principalmente das vias aéreas. O excesso na produção de secreção é um dos mecanismos que desencadeiam a tosse, para sua eliminação. O aspecto na coloração do catarro é um sinal importante para definir a causa da inflamação.

O fumante produz mais catarro?

Sim, a fumaça do cigarro aumenta a produção de secreção, que é uma forma de proteger as vias aéreas da ação das substâncias nocivas. Habitualmente, é uma secreção clara e mais intensa pela manhã, pois os cílios são paralisados pela ação da fumaça e durante o sono. Com a interrupção do fumo, eles voltam a funcionar, aumentando a alimentação da secreção e, consequentemente, provocando a tosse ao acordar.

A secreção amarelada significa infecção?

Em geral, a secreção amarelada e espessa significa infecção das vias aéreas, podendo ser viral ou bacteriana. Quanto mais amarelada e espessa, mais sugestiva de infecção bacteriana.

Qual é o significado do aparecimento de sangue com catarro?

A presença de sangue com o catarro pode acontecer em diversas doenças, desde uma infecção brônquica até um tumor. É uma situação na qual o atendimento médico deve ser feito rapidamente.

Essas e outras informações sobre catarro você pode encontrar no livro ‘Saúde – Entendendo as Doenças, a Enciclopédia Médica da Família’, de minha autoria em conjunto com o Dr. Paulo Kauffman.

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Estudo aponta que falta de ferro pode lesionar nervo óptico de bebês

A deficiência de ferro pode provocar danos no nervo óptico de bebês, segundo estudo feito na USP de Ribeirão Preto. Os pesquisadores chegaram a esse resultado ao analisar os nervos ópticos de ratos que foram submetidos à privação de ferro logo após o nascimento.

Conduzido pelo pesquisador Everton Horiquini Barbosa, o estudo avaliou um grupo de 36 ratos recém-nascidos, divididos em dois grupos. No primeiro grupo, as mães foram submetidas a uma dieta deficiente em ferro. Dessa forma, os filhotes passaram a se alimentar de um leite também deficiente em ferro. O segundo grupo serviu como controle: as mães receberam ração comum.

Ao final de um período de até 32 dias de vida, os filhotes tiveram seus nervos ópticos observados. “A gente encontrou algumas alterações importantes na parte visual do cérebro do rato. O nervo óptico é formado por fibras nervosas e, no rato deficiente em ferro, elas estavam bem alteradas, bem lesadas. Isso pode ter alterado a acuidade visual do rato”, diz Barbosa.

Ele acrescenta que esses danos foram progressivos: o animal avaliado aos 32 dias de idade tinha mais lesões do que o avaliado aos 22 dias, por exemplo.

Barbosa explica que o desenvolvimento do cérebro do rato acontece predominantemente depois que ele nasce, diferentemente dos humanos, cujo cérebro se desenvolve dentro da barriga da mãe. Esses danos nos nervos ópticos observados pelo estudo ocorreram, portanto, durante a fase de desenvolvimento cerebral dos animais.

Esses resultados foram apresentados em um painel na XXIX Reunião Anual da Federação de Sociedades de Biologia Experimetnal (FeSBE), que acontece esta semana em Caxambu, Minas Gerais.

Para o pesquisador, os resultados também têm relevância para seres humanos. Ele lembra que a falta de ferro é a deficiência nutricional mais frequente no mundo e acomete justamente mulheres em idade gestacional e crianças. “Os resultados têm impacto epidemiológico porque abordamos justamente a fase em que também é encontrada deficiência de ferro em humanos”.

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