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Luto meus sentimentos - Dr Salim

Nabil Mitre: Um culto a simplicidade

Faleceu Nabil Mitre, um médico brilhante e um amigo sempre disposto a acolher. Quando cheguei ao Hospital Sírio-Libanês em 1.983, pouco sabia do funcionamento de uma instituição com esse nome e essa representatividade. Foi aí que surgiu em minha vida Nabil Mitre, que me pegou literalmente pelas mãos e me guiou, ensinando como deveria me comportar, como deveria agir de forma ética e profissional. 

Desde então iniciamos uma grande e profunda amizade, com convivência profissional e familiar, que ao longo desses muitos anos só me trouxe ensinamentos.

Nabil foi um médico excepcional, sempre ao lado de seus pacientes, com atitudes coerentes e que sabia ditar condutas como poucos. Se tudo isso não bastasse, estava sempre atento as inovações tecnológicas e aos avanços da cardiologia.

Pessoa simples e admirada por todos, tranquilo, introvertido, mas com humor fino, ao longo da vida se tornou confidente de muita gente, inclusive eu. Acredito que Nabil Mitre escolheu até o dia de partir, poupando esse amigo que está descansando alguns dias fora do país, mas meu coração está com toda a família nesse momento cheio de dor da perda de um amigo para lá de especial. Independentemente da religião de cada um, Nabil estará no céu e um dia desses vamos nos reencontrar.
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Diabetes: é preciso Cuidar!

Diabetes: é preciso cuidar!

A doença é crônica e atinge 382 milhões de pessoas em todo o planeta, de acordo com os dados da Federação Internacional de Diabetes.

A diabetes mellitus é um distúrbio do metabolismo que, entre outras coisas, apresenta elevação dos níveis de glicose no sangue e que, se não for adequadamente tratado, causa séries complicações. A glicose, que é um açúcar, é o principal combustível para as nossas células. No entanto, para que ela possa entrar no interior de quase todas elas (com exceção das células do cérebro), é preciso que o hormônio insulina (fabricado pelo pâncreas), “abra” certas portas da membrana das células. Quando há uma falta absoluta ou relativa desse hormônio, ocorre uma situação paradoxal, e as células ficam sem glicose, que acaba se elevando no sangue.

Existem dois tipos mais comuns do diabetes:

– Tipo I: quando ocorre a destruição da célula do pâncreas, chamada de célula beta, que produz a insulina. É frequente em indivíduos jovens e sua causa é um distúrbio no sistema imunológico – o portador tem uma tendência genética de produzir anticorpos que atacam e destroem as células. Esse tipo tem como consequência a necessidade imperiosa de tomar insulina.

– Tipo II: há necessidade aumentada de insulina, com uma capacidade limitada de sua produção. Ocorre predominantemente após os 40 anos de idade em obesos, cuja família costuma ter vários casos. A maior parte dos portadores dessa doença pode ser tratada sem insulina.

Os sintomas do diabetes são: a pessoa apresenta emagrecimento, mesmo comendo bastante; urina excessivamente, até de madrugada; tem muita sede. No entanto, quando esses sinais aparecem, o indivíduo já tem uma elevação bastante importante da taxa de açúcar, a qual poderia ter sido diagnosticada anteriormente.

O diagnóstico do diabetes é feito pelo encontro da taxa de glicose no sangue, em jejum, igual ou superior a 126 mg por dl (miligrama por decilitro) em pelo menos duas ocasiões distintas, ou pelo encontro de uma glicemia, não em jejum, igual ou superior a 200 mg por dl.

No entanto, o valor esperado de glicemia para indivíduos normais é abaixo de 100 mg por dl. Essa aparente disparidade ocorre por se saber que os indivíduos que têm glicemia acima desse valor apresentam grande propensão de desenvolver o diabetes.

Independentemente do tipo de diabetes, é fundamental o controle do peso, a prática de atividades físicas, o seguimento de uma dieta adequada e, em certos casos, o uso do medicamento. Também tem grande importância o controle de doenças associadas, como hipertensão e colesterol alterado. É importante procurar um bom médico, que vai orientar melhor, de acordo com cada caso.

Os diabéticos devem tomar alguns cuidados como: ficar em dia com suas vacinas; fazer exame de fundo de olho, já que o diabetes de longa evolução pode causar uma alteração na retina; e cortar as unhas dos pés com um podólogo especializado, para não ocorrer infecções nos dedos, acarretando graves problemas no futuro.

Em relação ao diabetes tipo I, existe na atualidade muito pouco a ser feito em termos de prevenção, mas há pesquisas no mundo inteiro sobre isso. Já, quanto ao diabetes tipo II estudos recentes mostram que os indivíduos com propensão ao desenvolvimento, que perderam peso, fizeram exercício físico de forma regular e melhoraram a dieta, tiveram uma redução de 60% na chance de apresentar a doença.

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Você sabe o que é Fibromialgia? - Dr Salim Médico de Família

Você sabe o que é fibromialgia?

Conheça essa doença comum em mulheres entre 20 e 50 anos

A fibromialgia tornou-se muito conhecida nos últimos anos devido à alta incidência na população, principalmente entre as mulheres. Sua origem é totalmente desconhecida, apesar da intensa investigação feita em vários centros de estudos, principalmente nos Estados Unidos.

Um dos fatos mais intrigantes dessa doença é que não se detecta nenhuma alteração laboratorial e radiológica, sendo o resultado dos exames normal. Dessa forma, o diagnóstico é estritamente clínico.

Apesar de alguns estudos contrários, as desordens na esfera psicológica parecem ser mais atuantes para o aparecimento da fibromialgia. Deve-se salientar, também, que a doença atua negativamente na parte psicológica, de modo a produzir uma piora global do paciente.

O marco principal da doença é a dor nos músculos, descrita pelo paciente como “no corpo todo”. Por meio de um exame mais detalhado, observa-se que uns pontos são mais dolorosos do que outros, e eles são, em geral, os mesmos em todos os pacientes.

A maioria dos pacientes apresenta alterações psicoemocionais, tais como ansiedade, depressão e estresse, que parecem estar relacionadas com os sintomas da doença. Há também dificuldade em conciliar o sono – as pessoas acordam várias vezes durante a noite e ficam cansados e sonolentos durante o dia, gerando perda de concentração mental para leitura e atividades em geral.

Outros sintomas podem estar presentes, tais como fraqueza, cansaço fácil, dormência ou formigamento nas mãos ou em outra parte do corpo, dores nas juntas e dor de cabeça. Além disso, é frequente a queixa de junta e músculos inchados, não se constatando objetivamente nenhuma dessas alterações no exame clínico.

Com relação ao tratamento, dois aspectos devem ser considerados: as dores e a parte emocional. Quando se utilizam somente medicamentos para combater a dor, a resposta é pobre e transitória, e a dor retorna na mesma intensidade anterior. É importante um trabalho conjunto com fisioterapeutas, psicólogos e, eventualmente, psiquiatras.

 

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