Câncer no Pâncreas - Dr Salim Médico de Família

Câncer no pâncreas tem 30% de chance de cura com diagnóstico precoce

Recentemente, o jornalista Marcelo Rezende revelou que tem uma metástase hepática, um câncer de fígado com origem no pâncreas. O quadro é muito grave, porque o câncer no pâncreas é implacável, extremamente agressivo e geralmente mata pacientes em poucos meses.

Apenas 5% das pessoas com adenocarcinoma pancreático, estão vivos após 5 anos do diagnóstico. Mas há exceções como o fundador da Apple, Steve Jobs, que teve uma sobrevida de 7 anos após a constatação da metástase.

O pâncreas responde pela produção de suco gástrico e hormônios como a insulina. Os tipos mais comuns do câncer no pâncreas são adenocarcinoma, relacionado ao tabagismo, e os tumores das células das ilhotas.

As chances de metástase na fase inicial são grandes, e o fígado é um dos principais órgãos afetados. O órgão atua como filtro do sangue que vem do abdômen, daí a migração de células cancerosas pela corrente sanguínea.

Uma boa notícia, num cenário tão nublado, é que cientistas acabam de publicar a descoberta de 4 novos subtipos de câncer no pâncreas. Essa segmentação vai favorecer o tratamento individualizado dos tumores dentro do mesmo órgão.

Diagnóstico

O grande problema do câncer no pâncreas com metástase para o fígado é que a doença é silenciosa, geralmente diagnosticada na fase mais avançada.

Para constatação do câncer no pâncreas, são feitos exames de sangue com marcador tumoral, tomografia computadorizada do abdômen, ressonância magnética e ecoendoscopia.

Em alguns casos, o médico pede uma biópsia para iniciar o tratamento de combate ao câncer no pâncreas.

Sintomas

Emagrecimento e perda de apetite

Alterações do açúcar no sangue

Dor na parte superior do abdômen que se propaga para as costas

Icterícia

Fadiga, náuseas

Pele amarelada

Olhos amarelados

Mudança dos hábitos intestinais

Fatores de risco

Fumantes têm o risco aumentado até 6 vezes em relação aos não-fumantes para desenvolver o câncer no pâncreas.

Quem abusa do álcool fica sujeito à pancreatite crônica, um gatilho para o câncer no pâncreas.

Obesidade e Diabetes tipo 2.

Infecção por Helicobacter pylori.

Hereditariedade também pesa bastante no surgimento de tumores

Tratamento

Está diretamente atrelado ao estado geral de saúde do paciente. Com diagnóstico precoce, os especialistas avaliam a retirada do tumor.

Na sequência, o paciente com câncer no pâncreas pode passar por sessões de quimioterapia e radioterapia, associadas ou não, dependendo do caso.

Como os sintomas se confundem com outras doenças, na maioria dos casos, o paciente já chega ao consultório com o câncer no pâncreas. E com a migração das células cancerígenas pelo sistema linfático, os órgãos vizinhos são acometidos de metástase, como o fígado.

Uma informação importante: a Anvisa acaba de aprovar Anvisa um novo medicamento para combater a metástase do câncer de pâncreas.

Estatísticas

Dados epidemiológicos internacionais revelam que o câncer de pâncreas representa a 4º causa de morte por câncer entre as mulheres e a 5ª causa de falecimento entre os homens, no mundo.

90% dos casos de câncer de pâncreas ocorrem após os 55 anos.

Novas drogas

Até 2025, a Organização Mundial de Saúde (OMS) estima um diagnóstico anual de 20 milhões de novos casos de câncer.
A esperança é que 4 novas classes de droga cheguem ao país em até 5 anos. Entre elas, a terapia-alvo capaz de degradar as proteínas, na prática, em vez de destruir a célula cancerígena, o medicamento retiraria da célula apenas as proteínas responsáveis pelo câncer.

No caso específico do câncer de pâncreas, uma revolução no tratamento, aumentando muito o percentual de cura, poderá ocorrer com medicamentos direcionados objetivamente para os oncogenes. Dados revelam que 90% das pessoas com tumor maligno no pâncreas apresentam mutação nesses genes.

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