Os casos de AIDS pelo mundo - Por Dr. Salim Médico de Família

Casos de Aids caem 11% no mundo e aumentam 3% no Brasil

Diagnósticos mais rápidos e elaborados, tratamentos e campanhas educativas ajudaram a reduzir pela metade o número de mortes desde 2005.

No planeta, há quase 37 milhões de pessoas vivendo com o vírus HIV e mais da metade delas (53%) está em tratamento. Uma boa notícia é que, diante as medidas tomadas em relação ao diagnóstico, tratamento e controle da carga viral, a partir de 2005 as mortes caíram pela metade. Os dados são do Unaids (Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV e Aids).

O Brasil é responsável por 49% das novas infecções. A cada ano, são mais de 40 mil novos casos (48 mil em 2016) ou um caso a cada 15 minutos. Por mais que existam as campanhas contínuas de esclarecimentos, estima-se que 112 mil pessoas têm o vírus HIV e não sabem. Esse último número demonstra a importância de as pessoas fazerem o diagnóstico sempre que passarem por situações de risco, como sexo sem proteção.

As autoridades reforçam com razão a importância em se descobrir o quanto antes, ser portador do vírus HIV. Tudo porque, o tratamento apresenta resultados altamente positivos tão logo a doença seja detectada. Por outro lado, 260 mil pessoas sabem que têm o vírus, mas não estão fazendo o tratamento correspondente. Enquanto no mundo o número de casos caiu 11%, no Brasil houve aumento de 3%. A estimativa é que 827 mil pessoas estão vivendo com o vírus HIV no Brasil.

O Ministério da Saúde encontra-se alarmado porque também cresceu o número de jovens na faixa dos 15 aos 24 anos que contraíram o vírus HIV. Segundo o Unaids, 35% das 4.500 novas infecções ocorrem nessa faixa etária, o que corresponde a cerca de um em cada três casos.

Os especialistas relatam que essa disparada é preocupante porque o adolescente e o jovem de hoje não viram quantas pessoas morreram de aids nas décadas de 80,90 até os anos 2000.

Outra faixa etária em que se verifica um aumento dos casos de Aids é a dos idosos. No Estado de São Paulo, o acréscimo foi de 40%, o que revela uma vida sexual mais ativa de pessoas acima dos 50 anos, que não estão tomando os cuidados preventivos necessários.

As campanhas atuais buscam não apenas a conscientização das pessoas, mas combater o preconceito, incentivar o diagnóstico e a necessidade de tratamento.

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