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Como diagnosticar a infertilidade masculina?

A última década testemunhou um progresso considerável quanto à compreensão do processo reprodutivo masculino em níveis biológicos, moleculares e genéticos. Isto fez que a investigação da fisiologia do espermatozoide e a compreensão do processo de fertilização natural ganhassem grande importância. A recente introdução de marcadores de função espermática em sêmen fresco e criopreservado (conservado em ambiente frio) faz parte desse processo.

Em 30% dos casais que não conseguem engravidar, o homem é o único responsável pela causa de infertilidade, ao passo que em outros 20% existe uma combinação de fatores masculino e feminino. Portanto, pode-se dizer que problemas masculinos estão presentes em aproximadamente 50% dos casais inférteis. Pelo fato de os problemas masculinos serem muito comuns, uma avaliação inicial minuciosa deve ser realizada, de forma que doenças potencialmente curáveis possam ser diagnosticadas e tratadas adequadamente. É essencial, na investigação do homem infértil, um histórico detalhado e um exame físico completo. Do ponto de vista laboratorial, duas análises seminais são fundamentais, embora os resultados da análise simples não possam determinar anomalias funcionais dos espermatozoides.

A avaliação seminal deve ser realizada de maneira cuidadosa, pois ela fornece informações importantes para a espermatogênese e a permeabilidade do trato reprodutivo. Tradicionalmente, o diagnóstico de infertilidade masculina depende de uma avaliação descritiva dos parâmetros de ejaculação, com ênfase na concentração, motilidade e morfologia dos espermatozoides. Por razões de padronização e para que resultados obtidos em locais diferentes sejam comparáveis e confiáveis, os testes que envolvem o sêmen devem ser feitos de acordo com diretrizes, como, por exemplo, as estabelecidas pela Organização Mundial da Saúde.

Assim, são considerados anormais os seguintes valores de análise seminal: volume do ejaculado inferior a 2,0 ml; concentração de espermatozóides inferior a 20 milhões por ml; número total de espermatozóides inferior a 50% das células com progressão linear e grau de qualidade inferior a 2 (escala de 0 a 4); e morfologia dos espermatozóides com formas normais abaixo de 30%.

Experiências clínicas revelaram que não é exatamente o número absoluto de espermatozoides que dá o prognóstico de fertilidade, mas sua capacidade funcional.

No próximo post sobre infertilidade masculina, vamos falar sobre os tratamentos.

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