Cuidado com sol! - Dr Salim

Cuidado com o sol!

O câncer de pele é o tumor mais comum no ser humano e caracteriza por um crescimento anormal e descontrolado de células de diferentes camadas da pele.

O fator ambiental mais importante, que causa o câncer de pele, é a radiação ultravioleta e sua penetração na pele ocorre através da exposição ao sol (principalmente entre 10 e 16 horas) ou em cabines de bronzeamento artificial. A exposição excessiva também provoca o envelhecimento da pele, com o aparecimento de rugas precoces e manchas escuras. O efeito da radiação é cumulativo, ou seja, os efeitos maléficos podem surgir anos depois da exposição.

Qualquer pessoa poderá ter câncer de pele, sendo a população de maior risco, aqueles com pele e olhos claros, que se queimam facilmente e têm dificuldade para se bronzearem. A história familiar, a imunidade alterada, a exposição a arsênicos e/ou radiações ionizantes também aumentam o risco de desenvolver essas lesões.

Os mais comuns tipos de câncer de pele são os carcinomas basocelulares, espinocelulares e o melanoma cutâneo:

– Carcinoma basocelular: ele é o mais comum e representa 75% dos casos. Apresenta-se inicialmente como uma pápula (bolinha) rósea ou vermelha, evoluindo para lesão elevada, que cresce progressivamente. Seu crescimento costuma ser lento, podendo levar alguns meses ou anos para se transformar em nódulo. Ao evoluir, pode ulcerar e apresentar sangramento. A chance de apresentar metástases é muito pequena, menor do que 1% das lesões. Localiza-se preferencialmente nos 2/3 superiores da face, acima de uma linha imaginária, passando das comissuras labiais aos lobos das orelhas. Localizações menos comuns são outras áreas da face, tronco e extremidades.

– Carcinoma espinocelular: é o segundo tumor mais frequente na pele e representa 15% dos casos. Surgem como lesões elevadas ou nódulos de coloração elevada, crescimento rápido, que se ulceram e são recobertos por crostas escuras. Podem também se localizar nos lábios, genitais e regiões palmoplantares. Quando deixados sem tratamento, podem se disseminar para gânglios linfáticos. Mais raramente podem provocar metástases para outros órgãos como pulmões, fígado e cérebro.

– Melanoma cutâneo: é um tumor de pele maligno, como início a partir de uma pinta escura, que começa a mudar de cor, forma e tamanho ou apresentar sintomas como coceira. Ocorre por alterações genéticas e ambientais de células pigmentares da pele, o melanócito. O diagnóstico precoce possibilita o tratamento cirúrgico do tumor e consequente alta da taxa de cura.

Toda pinta que começa a crescer mais de um lado, com bordas irregulares e com mudança de cores e/ou aumento de tamanho é suspeita de melanoma. Para aproximadamente 70% dos casos de melanoma foi criada uma regra chamada “ABCD”:

– A – Assimetria: certas formas de melanoma cutâneo no estádio inicial são assimétricas, quer dizer, um fio colocado no meio da lesão não delimita duas metades idênticas – uma metade não se parece com a outra;

– B – Borda: as bordas da doença no estádio precoce são frequentemente irregulares, em forma de festão ou entalhe, borda recortada ou com terminação abrupta. Os sinais benignos apresentam, no entanto, bordas lisas e regulares;

– C – Cor: o aparecimento de vários tons, variando entre castanho, o preto e até o vermelho são, frequentemente, o primeiro indício de um melanoma cutâneo. Os sinais benignos são habitualmente de um só tom de castanho-escuro ou preto.

– D – Diâmetro: o melanoma cutâneo no estádio precoce tem, muitas vezes, diâmetro superior a seis milímetros ou crescimento rápido visível, com sintomas como coceira ou sangramento. Os tumores benignos têm habitualmente um diâmetro inferior a seis milímetros e as dimensões de uma borracha de lápis.

A partir dessas informações, é importante que as pessoas façam um autoexame em casa. A observação de um destes sinais ou de qualquer alteração cutânea em uma pinta, tal como a sensação de picada, sensibilidade ao toque, vermelhidão ou sangramento devem motivar a consulta médica.

É necessário lembrar que prevenir é o melhor a se fazer. A proteção aos raios solares é fundamental para todos os tipos de pele. Ela deve ser feita por meio do uso correto de filtros solares, utilização de chapéu e roupas adequadas.

Esses cuidados devem ser tomados durante todo o dia, pois a radiação mais carcinogênica, que é a UVB, incide entre 10 e 16 horas, porém a UVA, responsável pelo envelhecimento da pele, atinge a Terra o dia inteiro.

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