O que é câncer de tireoide? - Dr Salim

O que é câncer de tireoide?

Hoje, no Dia Mundial de Combate ao Câncer, vamos falar sobre essa doença que atinge pessoas de qualquer idade. Os tipos mais comuns de tumores malignos da tireoide são bem diferenciados, que correspondem a mais de 90% dos casos. Dentre eles, o carcinoma papilífero é o mais frequente, seguido do carcinoma folicular. Estes dois são muito pouco malignos, especialmente quando aparecem em pessoas do sexo feminino, abaixo dos 45 anos. Bem mais raros são o carcinoma medular e o anaplásico.

Na maioria das vezes, aparece um nódulo na região anterior do pescoço, de crescimento muito lento, indolor, que é móvel com deglutição. Hoje, é bastante frequente o achado de nódulos tireoidianos não palpáveis, através de exame ultra-sonográfico. Algumas características, como a presença de vascularização central, podem estar associadas à presença de câncer.

A maior parte desses tumores tem um aparecimento esporádico. No entanto, existem algumas famílias que apresentam aparecimento mais frequente do carcinoma medular de tireoide. Recomenda-se a parentes próximos de um portador da doença que faça um seguimento adequado. Por outro lado, pessoas que tiveram passado, de 15 a 20 anos antes, exposição radioativa na região do pescoço, têm maior probabilidade de apresentar nódulos na tireoide, que têm mais chances de serem malignos.

O câncer da tireoide pode sofrer metástases. O carcinoma papilífero pode se disseminar para os gânglios linfáticos do pescoço e, mais raramente, para os pulmões. Por outro lado, o carcinoma folicular pode gerar metástases nos ossos. Entretanto, é importante ressaltar que o encontro de metástases ganglionares nos carcinomas papilíferos, principalmente nos indivíduos mais jovens, não piora muito o prognóstico, desde que sejam adequadamente tratados.

O tratamento do câncer de tireoide é eminentemente cirúrgico. A operação, que é feita com anestesia geral, inclui um corte na região anterior do pescoço. Inicialmente, retira-se a porção da glândula tireoide que contém o nódulo suspeito, que é enviada para exame de congelação. Se confirmado o diagnóstico de carcinoma, tradicionalmente indica-se a tireoidectomia total (remoção total da tireoide).

Um mês após a operação, deve ser feita uma pesquisa de corpo inteiro com iodo radioativo, seguida de dose terapêutica desse mesmo isótopo, se houver indicação. A seguir, inicia-se a reposição hormonal, que é um dos hormônios da tireoide e que substituirá integralmente as funções hormonais da glândula que foi retirada.

O seguimento é feito com exames clínicos periódicos, acompanhados de dosagens sanguíneas de tireoglobulina e, ocasionalmente, com exames de imagem como ultra-sonografia e cintilografia.

Como já foi mencionado, o tipo mais comum é o carcinoma papilífero. O seu prognóstico é excelente, principalmente nos indivíduos mais jovens e do sexo feminino. A chance de cura completa, com vida absolutamente normal, beira os 100% dos casos.

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