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Cuidado com a leptospirose! - Dr Salim

Cuidado com a leptospirose!

No verão, época em que ocorrem muitas chuvas, é importante tomar algumas medidas de prevenção à doença, que pode causar diversos problemas de saúde.

A leptospirose é uma doença causada por uma bactéria do gênero Lesptospira, transmitida por várias espécies de animais: roedores, caninos, suínos, bovinos e outros.

Pode ser detectada em locais de criação de animais, como estábulos, cocheiras, canis e pocilgas, e em tubulações de esgoto doméstico ou de outras instalações. A leptospira é eliminada pela urina de animais infectados, contaminando o ambiente e todo o material a que eles tiverem acesso.

No nosso meio, o rato é o principal transmissor. Ele elimina a bactéria através da urina, contaminando córregos, esgotos e bueiros. Em locais onde ocorrem inundações, por ocasião de chuvas, a água de enchentes é uma das principais fontes de contaminação e mesmo após as enchentes, com vazão das águas, persiste o sedimento formado por lama e outros resíduos contaminados pela bactéria, o que favorece sua permanência no ambiente por longos períodos de tempo.

Pessoas e animais se infectam em decorrência de atividades ou circunstâncias, como: entrar em contato com as águas poluídas pela urina dos roedores ou pela urina de outros animais contaminados, nadar ou procurar drenar as águas de enchentes e manter o contato prolongado com os resíduos espalhados nos ambientes.

O período de incubação é de 24 horas a 30 dias, sendo em média de 7 a 14 dias. A doença pode ser assintomática, subclínica, com sintomatologia semelhante à gripe (febre, dor de cabeça e muscular) ou quadro clínico grave com dor na panturrilha, coxa, abdômen, tórax, tosse seca, manchas avermelhadas na pele, sinais de meningite, amarelamento da pele e mucosas, falência dos rins, sangramento e queda de pressão.

As principais medidas de controle da leptospirose são:

– Proteção á população: alertá-la nos períodos que antecedem as chuvas, para que evite entrar em áreas alagadas sem as medidas de proteção individual;

– Controle dos roedores e melhoria das condições higiênicas e sanitárias da população, proteção e desinfecção de áreas humanas de moradia, trabalho e lazer;

– Manter a higiene dos canis e de locais de criação de animais e retirar as sobras alimentares antes do anoitecer, pois servem de atrativos a roedores;

– Imunização dos animais domésticos, bem como a segregação e o tratamento dos que estejam infectados e/ou doentes.

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O que são as hepatites virais?

Hoje é o Dia Mundial de Combate às Hepatites Virais, portanto, abordaremos os tipos, causas, sintomas e tratamentos para esse problema.

A hepatite é uma inflamação das células que compõem o fígado. O termo se aplica genericamente a qualquer causa de inflamação dessas células, seja ela infecciosa, medicamentosa, tóxica ou de outro tipo. Mais comumente, quando falamos em hepatite, nos referimos às virais: as hepatites A, B e C.

Tipicamente, a pessoa tem febre, náuseas, inapetência, dores articulares no início do quadro, seguido de escurecimento da urina, fezes claras e amarelamento dos olhos e da pele e mucosas – a chamada icterícia. Quando muito intensa, a icterícia pode ser acompanhada de forte coceira. Esta é a fase aguda, típica da hepatite, que raramente termina em morte do doente. Pelo contrário, às vezes ela é tão sutil que não chega a ser diagnosticada.

A chamada fase crônica da hepatite, quando ocorre, se desenvolve silenciosamente e, em geral, só dá sinais quando já complicada. A complicação mais frequente é a cirrose hepática, que inicialmente pode causar cansaço e indisposição, e mais tarde, barriga d’água, varizes no esôfago, sangramento digestivo (vômitos de cóagulos ou fezes amolecidas, pretas e com odor fétido típico), confusão mental, coma e até morte. A cirrose pode evoluir também para câncer de fígado.

As hepatites não são todas iguais, embora as manifestações clínicas possam ser semelhantes, as principais diferenças são:

– Tipo A: atinge mais crianças e dura entre 2 e 6 semanas. A fase aguda é mais frequente e nunca vira câncer;

– Tipo B: acomete mais adultos, com duração de 2 a 6 meses. A fase aguda é mais frequente e a fase crônica representa 10% dos casos. O problema pode se tornar câncer;

– Tipo C: atinge mais adultos e dura entre 2 semanas e 6 meses. A fase aguda é rara e a fase crônica representa 60% dos casos. O problema pode se tornar câncer.

Geralmente, a fase aguda da hepatite requer apenas repouso domiciliar e boa alimentação. É sempre necessário o acompanhamento médico para verificar se a evolução está sendo benigna, isto é, para a cura. As raras formas graves precisam de internação hospitalar e medidas de suporte. Como medida extrema, o transplante hepático poderá ser necessário para evitar a morte.

Já as formas crônicas precisam ser acompanhadas com o especialista, um infectologista ou hepatologista, uma vez que a decisão quanto à necessidade e benefício do tratamento é complexa, muitas vezes requerendo biópsia hepática. Os esquemas de tratamento são prolongadas e à base de interferon e drogas antivirais, com efeitos colaterais toleráveis mas não desprezíveis. O acompanhamento permitirá dizer se está havendo resposta e se o tratamento deve ser continuado.

Os vírus da hepatite são transmitidos por diferentes formas. A transmissão fecal-oral ocorre quando ingerimos os vírus que são eliminados pela pessoa doente em suas secreções digestivas, através da água e alimentos contaminados, como frutas e hortaliças irrigadas por águas servidas ou frutos do mar contaminados por esgotos.

A hepatite A, transmitida por essa via, frequentemente causa surtos familiares ou em cidades litorâneas carentes de saneamento básico. Já as hepatites tipos B e C estão mais associadas à transmissão parenteral, isto é, os vírus são transmitidos de pessoa para pessoa por inoculação endovenosa (transfusão de sangue ou uso de seringas contaminadas compartilhadas), contato sexual (hepatite B) e transmissão de mãe ao feto. No entanto, na convivência domiciliar prolongada com portadores de hepatite B pode ocorrer a infecção. Também em cerca de metade dos casos de hepatite C a forma de aquisição é desconhecida.

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