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O que são as hepatites virais?

Hoje é o Dia Mundial de Combate às Hepatites Virais, portanto, abordaremos os tipos, causas, sintomas e tratamentos para esse problema.

A hepatite é uma inflamação das células que compõem o fígado. O termo se aplica genericamente a qualquer causa de inflamação dessas células, seja ela infecciosa, medicamentosa, tóxica ou de outro tipo. Mais comumente, quando falamos em hepatite, nos referimos às virais: as hepatites A, B e C.

Tipicamente, a pessoa tem febre, náuseas, inapetência, dores articulares no início do quadro, seguido de escurecimento da urina, fezes claras e amarelamento dos olhos e da pele e mucosas – a chamada icterícia. Quando muito intensa, a icterícia pode ser acompanhada de forte coceira. Esta é a fase aguda, típica da hepatite, que raramente termina em morte do doente. Pelo contrário, às vezes ela é tão sutil que não chega a ser diagnosticada.

A chamada fase crônica da hepatite, quando ocorre, se desenvolve silenciosamente e, em geral, só dá sinais quando já complicada. A complicação mais frequente é a cirrose hepática, que inicialmente pode causar cansaço e indisposição, e mais tarde, barriga d’água, varizes no esôfago, sangramento digestivo (vômitos de cóagulos ou fezes amolecidas, pretas e com odor fétido típico), confusão mental, coma e até morte. A cirrose pode evoluir também para câncer de fígado.

As hepatites não são todas iguais, embora as manifestações clínicas possam ser semelhantes, as principais diferenças são:

– Tipo A: atinge mais crianças e dura entre 2 e 6 semanas. A fase aguda é mais frequente e nunca vira câncer;

– Tipo B: acomete mais adultos, com duração de 2 a 6 meses. A fase aguda é mais frequente e a fase crônica representa 10% dos casos. O problema pode se tornar câncer;

– Tipo C: atinge mais adultos e dura entre 2 semanas e 6 meses. A fase aguda é rara e a fase crônica representa 60% dos casos. O problema pode se tornar câncer.

Geralmente, a fase aguda da hepatite requer apenas repouso domiciliar e boa alimentação. É sempre necessário o acompanhamento médico para verificar se a evolução está sendo benigna, isto é, para a cura. As raras formas graves precisam de internação hospitalar e medidas de suporte. Como medida extrema, o transplante hepático poderá ser necessário para evitar a morte.

Já as formas crônicas precisam ser acompanhadas com o especialista, um infectologista ou hepatologista, uma vez que a decisão quanto à necessidade e benefício do tratamento é complexa, muitas vezes requerendo biópsia hepática. Os esquemas de tratamento são prolongadas e à base de interferon e drogas antivirais, com efeitos colaterais toleráveis mas não desprezíveis. O acompanhamento permitirá dizer se está havendo resposta e se o tratamento deve ser continuado.

Os vírus da hepatite são transmitidos por diferentes formas. A transmissão fecal-oral ocorre quando ingerimos os vírus que são eliminados pela pessoa doente em suas secreções digestivas, através da água e alimentos contaminados, como frutas e hortaliças irrigadas por águas servidas ou frutos do mar contaminados por esgotos.

A hepatite A, transmitida por essa via, frequentemente causa surtos familiares ou em cidades litorâneas carentes de saneamento básico. Já as hepatites tipos B e C estão mais associadas à transmissão parenteral, isto é, os vírus são transmitidos de pessoa para pessoa por inoculação endovenosa (transfusão de sangue ou uso de seringas contaminadas compartilhadas), contato sexual (hepatite B) e transmissão de mãe ao feto. No entanto, na convivência domiciliar prolongada com portadores de hepatite B pode ocorrer a infecção. Também em cerca de metade dos casos de hepatite C a forma de aquisição é desconhecida.

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Casos de pneumonia aumentam no outono e inverno

No vídeo, Dr Salim Médico de Família explica as causas e os sintomas da pneumonia

Estamos na região do outono, indo em direção ao inverno. Então, é uma época propícia para a pneumonia, que é um processo inflamatório de uma região do pulmão chamada alvéolo. O pulmão tem alvéolo, tecido pulmonar e os brônquios por onde chega o ar. O ar vem por meio da respiração no alvéolo, que joga oxigênio para o sangue e recebe o gás carbônico e vai embora.

A pneumonia acontece quando há uma reação inflamatória dessa região, produzindo catarro, secreção e pus. A doença pode ser causada, na maioria das vezes, por bactérias, e, às vezes, por vírus ou fungos. Nesse quadro, temos uma pneumonia, que pode ser pequena, moderada ou de grande intensidade.

Os sintomas da pneumonia são febre, tosse com catarro purulento e amarelado, falta de ar, sensação de chiado no peito e queda de estado geral, fraqueza. Às vezes, se a infecção é na área periférica do pulmão também pode haver dor na respiração.

Esses sintomas podem ser confundidos com gripe, bronquite e outros processos de origem respiratória. Porém, se eles se instalarem no corpo de maneira súbita por dois ou três dias, procure o médico, porque pode ser que você esteja com pneumonia.

O médico vai pedir exames para fazer o diagnóstico adequado e vai saber que, na maioria das vezes, a causa da pneumonia é um germe chamado pneumococo. O tratamento será feito com sete dias de um antibiótico, Lógico, que uma série de complicações podem ocorrer que modificam o diagnóstico.

Mas, se você tiver tosse, febre, catarro, secreção purulenta, dor para respirar, falta de ar, fraqueza, tem que se pensar em pneumonia e tem que procurar o médico.

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O que é herpes? - Dr Salim

O que é herpes?

É a infecção causada pelo vírus herpes tipo 1 e 2. Os vírus da família herpes têm a capacidade de desenvolver uma infecção crônica latente (não-manifesta) e recorrente (com manifestações clínicas) no homem.

A transmissão ocorre por contato direto de um indivíduo para o outro. Não é necessária a presença de lesão, já que algumas pessoas eliminam o vírus sem ter sintomas. A transmissão por meio de objetos contaminados é extremamente rara.

A primeira infecção pelo vírus herpes humano, tanto do tipo 1 quanto do 2, pode ocorrer em qualquer local do corpo, mas é mais frequente ao redor da boca e na área genital. Ela pode ser assintomática, ou se apresentar com febre, mal-estar e desconforto no local.

Na criança, a manifestação mais comum é a gengivo-estomatite, caracterizada pela inflamação e formação de bolhas em toda a superfície da mucosa da boca. As bolhas se rompem formando ulcerações dolorosas, que dificultam a alimentação. Esse quadro é acompanhado de febre, irritabilidade e aumento de gânglios linfáticos.

Em geral, essas lesões regridem em duas a três semanas. No caso da herpes genital, também pode ocorrer ardor ao urinar. A infecção primária costuma ser mais grave, e o restabelecimento mais demorado.

Após a infecção primária, o vírus se torna “dormente” até ser reativado. Nesse caso, os sintomas são menos intensos. As lesões recorrentes iniciam-se com sintomas de dor, queimação, ardência e formigamento; cerca de dois dias depois, as lesões típicas aparecem: base avermelhada, com um grupamento de pequenas bolhas de cor clara, ou amarelada, que formam crostas. As lesões duram de quatro a cinco dias, e desaparecem sem deixar marcas.

A frequência da infecção recorrente varia de pessoa para pessoa. Alguns fatores como estresse, febre, menstruação e exposição solar podem desencadear a infecção recorrente.

Na maioria das vezes o diagnóstico é clínico, não sendo necessária a confirmação por exames laboratoriais, embora eles possam ser realizados.

O tratamento dos surtos é difícil. Para as infecções primárias, e para pessoas que apresentam muitas recorrências, ou lesões extensas e dolorosas, podem-se utilizar medicamentos antivirais na tentativa de encurtar a duração dos surtos e aumentar o intervalo de tempo de seu aparecimento.

A prevenção pode ser feita evitando o contato com lesão herpética. Para pessoas com surtos recorrentes, estabelecer uma relação do surto com o fator desencadeador, como exposição solar, estresse e trauma local, e evitá-lo. Em algumas situações está indicada terapia supressora com antivirais.

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