Pedra nos rins - Por Dr. Salim Médico de Família

Tratamento para pedra nos rins hoje é rápido e seguro

Até a década de 80, a pedra nos rins era um grave problema de saúde pública em função do tratamento cirúrgico. De lá para cá, lançaram o exame de litotripsia por ondas de choque e o progresso das endoscopias e laparoscopias reduziram sua morbidade.

O tratamento para retirar ou fragmentar a pedra nos rins que já foi complexo, hoje é rápido e seguro com raio laser ou ondas de choque. Os homens têm 3 vezes mais a doença em relação as mulheres.

Dados do Ministério da Saúde revelam que ao longo da vida , aproximadamente 12% dos homens e 6% das mulheres vão ter cálculo renal, a famosa pedra nos rins conhecido também por litíase renal.

 

 

A formação da pedra nos rins

Os rins são os responsáveis pela filtragem dos resíduos do sangue, como também pela criação da urina. Eventualmente

sais, oxalato de cálcio, ácido úrico, fosfato e outros minerais na urina acabam por ser unir, formando pequenos cristais. A diminuição de citrato eventualmente também aparece como um dos motivos.

 

Tipos de pedra nos rins

  • 80% dos cálculos urinários mais frequentes estão relacionados ao oxalato de cálcio.
  • 10% dos casos são provocados pelo ácido úrico.
  • E as mulheres, quando desenvolvem pedra nos rins, o fazem pelo cálculo de estruvita. Ele está associado à infecção urinária por bactérias produtoras de urease, enzima que atua sobre a uréia. Ocorre a alcalinização da urina, levando a formação da pedra.

 

O que provoca pedra nos rins

  • Alimentos ricos em proteína animal, principalmente, os excessivamente salgados que elevam o percentual de sódio no organismo.
  • Crustáceos ricos em sódio como camarão, lula, lagosta, caranguej, e frutos do mar também elevam a excreção urinária de cálcio e oxalato.
  • Tomar pouco líquido dificulta a eliminação de cristais sólidos de sais e minerais. Com a urina concentrada, cresce a possibilidade de formar de pedra nos rins.
  • No calor, cresce a chance de desidratação . Com pouco líquido para filtrar, paciente tende a ficar com a urina mais concentrada o que facilita a criação dos cristais.

 

Sintomas de pedra nos rins

  • Cólica de rim com dor extrema ocorre quando uma pedra desprende-se do rim e caminha pelo ureter em direção à bexiga.
  • Dores fortes nas costas, barriga e virilha.
  • Sangue na urina.
  • Micção dolorosa e frequente.
  • Náuseas e vômitos.

 

Diagnóstico de pedra nos rins

A menos que elas comecem a causar dor, dificilmente pedras nos rins são diagnosticadas. A dor muitas vezes é tão intensa que o paciente é enviado para o pronto-socorro, onde é realizada uma série de testes cuja finalidade é descobrir a presença ou não de pedras nos rins.

  • Raio-x
  • Ultra-som
  • Tomografia computadorizada
  • Exame da urina
  • Exame de sangue para identificar altos níveis de minerais que formam cálculos renais.

 

Tratamento para pedra nos rins

Quanto menor é o tamanho da pedra do rim, maior é a chance dela ser eliminada por conta própria. Se a pedra nos rins tem menos de 5 mm, é  provável que ela seja expulsa do organismo sem intervenção. Entretanto, caso a pedra tenha de 5 mm a 10 mm, as probabilidades da eliminação espontânea caem para 50%. Se a pedra é grande demais para passar por conta própria, há diversas opções de tratamento.

  • Terapia de onda de choque

A terapia de onda de choque é o procedimento médico mais usual para aqueles que precisam tratar dos cálculos renais. O nome desta terapia se dá devido ao fato dela utilizar ondas de choque de alta intensidade a fim de quebrar a pedra nos rins em pequenos pedaços. Deste modo, os pequenos pedaços podem se locomover no trato urinário com maior facilidade.

Os efeitos colaterais da terapia de onda de choque incluem sangramento e dor após tal procedimento.

 

  • Cirúrgico

A cirurgia para a retirada de pedra do rim é feita quando o cálculo renal atinge um tamanho que impossibilita sua eliminação espontânea através da urina.

Geralmente a internação para esse tipo de cirurgia é de um dia e a recuperação é rápida. Caso as pedras sejam muito grandes, a internação e a recuperação são mais demoradas. Isso acontece porque é preciso fazer um pequeno corte para chegar ao rim, o que faz o paciente ficar em repouso até uma semana, antes de voltar à rotina.

 

Tipos de cirurgia para extração de pedra nos rins

Há algumas modalidades de cirurgia para retirada de pedra nos rins. O procedimento a ser utilizado depende do número, dimensão e localização do cálculo no interior do rim.

  • Cirurgia endoscópica à laser

A ureterorrenolitotripsia consiste na cirurgia endoscópica para eliminar a pedra nos rins. Ela é feita para retirar pedras menores por meio da introdução de um pequeno tubo que passa pela uretra e vai até o rim do paciente. Ao localizar a pedra através de uma microcâmera, um laser é empregado para despedaçar o cálculo renal em pequenas partes que podem ser removidas ou eliminadas na urina.

Na operação, é aplicada uma anestesia geral ou raqui, o que faz o paciente ficar internado durante um dia. Por ser um procedimento menos invasivo, é possível retornar às atividades habituais em menos de uma semana após a cirurgia.

 

  • Cirurgia percutânea à laser

A nefrolitotripsia percutânea é a cirurgia ideal para cálculos renais maiores, geralmente acima de 20mm. Na operação, é feito um pequeno corte na região lombar para inserir um aparelho chamado nefroscópio até o interior do rim. Esse aparelho possui uma microcâmera que permite ao médico encontrar as pedras e fragmentá-las com a utilização de laser. Esses pequenos pedaços são removidos com pinças especiais.

A cirurgia é realizada com anestesia geral. Devido ao pequeno corte e o uso de sondas, o paciente retorna para casa dois ou três dias após o procedimento. Em casa, o repouso deve durar uma semana aproximadamente, sem nenhum tipo de esforço físico (corrida, levantamento de objetos pesados, entre outras).

 

  • Cirurgia aberta

Cada vez menos utilizada hoje em dia, a cirurgia convencional ou aberta consiste na abertura do rim para remoção dos cálculos. É a mais invasiva e pode trazer sequelas, sendo reservada para os casos mais graves, em que os outros procedimentos não podem ser aplicados.

 

  • Cirurgia laparoscópica

A cirurgia laparoscópica é realizada através de pequenos orifícios no abdome e pode ser empregada em casos específicos com sucesso – para cálculos localizados em uma região chamada pelve renal. Feita com anestesia geral e internação de aproximadamente 3 dias.

 

  • Litotripsia extracorpórea por ondas de choque

Não é uma cirurgia propriamente dita. A litotripsia extracorpórea por ondas de choque (LEOC) é o nome dado para o procedimento de fragmentação de pedras nos rins por um aparelho que emite ondas de choque. Esse procedimento é feito para cálculos renais únicos, com dimensão próxima de 10mm. No procedimento, o cálculo é localizado por raios X e um aparelho produz ondas de choque que são direcionadas sobre a pedra. A intenção é quebrá-la em pequenas partes que posteriormente serão eliminadas na urina. Geralmente são necessárias mais de uma sessão e podemos não obter sucesso, principalmente se os cálculos não puderem ser localizados adequadamente ou se forem muito duros.

Esse procedimento pode ser realizado sem anestesia ou com uma sedação leve, permitindo que o paciente retorne para sua casa logo depois.

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