Tuberculose - Dr Salim Médico de Família

Tuberculose – infecção contagiosa causada por uma bactéria aérea e pode matar

A tuberculose é uma doença infecciosa e transmissível que afeta prioritariamente os pulmões, embora possa acometer outros órgãos e sistemas. No Brasil, a doença é um sério problema da saúde pública, com profundas raízes sociais.

A cada ano, são notificados aproximadamente 70 mil casos novos e ocorrem cerca de 4,5 mil mortes em decorrência da tuberculose. Globalmente, cerca de 10 milhões de pessoas adoecem por tuberculose, levando mais de um milhão de pessoas a óbito, anualmente.

O surgimento da aids e o aparecimento de focos de tuberculose resistente aos medicamentos agravam ainda mais esse cenário. O principal reservatório da tuberculose é o ser humano. Outros possíveis reservatórios são gado bovino, primatas, aves e outros mamíferos.

 

Sintomas da tuberculose

  • Tosse na forma seca ou produtiva. Se tossir por 3 semanas ou mais, busque um médico;
  • Febre vespertina;
  • Sudorese noturna;
  • Emagrecimento;
  • Cansaço;
  • Fadiga.

A forma extrapulmonar ocorre mais comumente em pessoas que vivem com o HIV/aids, especialmente entre aquelas com comprometimento imunológico.

De início, uma pessoa infectada pode simplesmente não se sentir bem ou ter uma tosse que é atribuída ao tabaco ou a um episódio recente de gripe. A tosse pode produzir uma pequena quantidade de expectoração verde ou amarela pela manhã. A quantidade de catarro aumenta habitualmente à medida que a doença progride. Finalmente, a secreção pode ter sangue.

 

Diagnóstico da tuberculose

Para o diagnóstico da tuberculose são utilizados os seguintes exames: baciloscopia, teste rápido molecular para tuberculose e cultura para micobactéria, além da investigação complementar por exames de imagem.

O diagnóstico clínico pode ser considerado, na impossibilidade de se comprovar a suspeita de tuberculose por meio de exames laboratoriais. Nesses casos, deve ser associado aos sinais e sintomas, o resultado de outros exames complementares, como imagem e histológicos.

 

Transmissão da tuberculose

A  transmissão da doença faz-se quase exclusivamente por via aérea, por isso algumas medidas simples podem reduzir o risco de transmissão – proteger a boca no momento da tosse, manter os espaços bem ventilados, o doente deve usar máscara na fase inicial do tratamento.

Na maior parte dos casos a doença afeta o pulmão, e só estes doentes com lesões pulmonares e bacilos no catarro transmitem a doença.  Quando estes doentes tossem, falam, cantam, espirram os bacilos são eliminados em suspensão nas partículas e inalados pelos indivíduos que estão com o doente.

O risco de alguém ficar infetado ou de adoecer quando em contato com doente com tuberculose bacilífera depende de: fatores relacionados com o bacilo,   sobretudo do grau de virulência de cada estirpe; do tempo de exposição – em média 8 ou 40 horas de contato próximo, conforme o número de bacilos na expectoração; do estado de imunidade da pessoa exposta – maior risco se crianças com menos de 5 anos, portadores de doenças que diminuem defesas imunológicas ou da utilização de medicamentos imunossupressores; das condições em que ocorre a exposição diminuindo o risco de transmissão se o contato ocorre em espaços abertos, bem ventilados.

Calcula-se que, durante um ano, numa comunidade, um indivíduo que tenha baciloscopia positiva pode infectar, em média, de 10 a 15 pessoas. Bacilos que se depositam em roupas, lençóis, copos e outros objetos dificilmente se dispersam em aerossóis e, por isso, não desempenham papel importante na transmissão da doença.

Embora o risco de adoecimento seja maior nos primeiros dois anos, uma vez infectada, a pessoa pode adoecer em qualquer momento de sua vida.

A transmissão da tuberculose é plena enquanto o indivíduo estiver eliminando bacilos. Com o início do esquema terapêutico adequado, a transmissão tende a diminuir gradativamente e, em geral, após 15 dias de tratamento chega a níveis insignificantes.

No entanto, o ideal é que as medidas de controle de infecção sejam implantadas até que haja a negativação da baciloscopia. Crianças com tuberculose pulmonar geralmente são negativas à baciloscopia.

 

Prevenção da tuberculose

A principal maneira de prevenir a tuberculose em crianças é com a vacina BCG (Bacillus Calmette-Guérin), ofertada gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS).  Confira vacinas disponíveis contra a doença no SUS.

Outra maneira de prevenir a doença é identificar a “infecção latente de tuberculose”, que acontece quando uma pessoa convive com alguém que tem tuberculose. Neste caso, é necessário procurar uma unidade de saúde. Pessoas que possuem o bacilo recebem tratamento para prevenir o adoecimento.

 

Tratamento da tuberculose

A tuberculose tem cura e o tratamento, que dura no mínimo seis meses, é gratuito e disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

No tratamento, é preciso obedecer aos princípios básicos da terapia medicamentosa. A esses princípios, soma-se o Tratamento Diretamente Observado (TDO) da tuberculose, que consiste na ingestão diária dos medicamentos da tuberculose pelo paciente, sob a observação de um profissional da equipe de saúde.

O paciente deve ser orientado, de forma clara, quanto às características da tuberculose e do tratamento a que será submetido: medicamentos, duração e regime de tratamento, benefícios do uso regular dos medicamentos, possíveis consequências do uso irregular dos mesmos e eventos adversos.

Logo nas primeiras semanas de tratamento, o paciente se sente melhor e, por isso, precisa ser orientado pelo profissional de saúde a realizar o tratamento até o final, independente da melhora dos sintomas. É importante lembrar que o tratamento irregular pode complicar a doença e resultar no desenvolvimento de cepas resistentes aos medicamentos.

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