Amamentação

O aleitamento materno é a melhor forma de alimentar o recém-nascido no primeiro ano de vida. E um alimento para o corpo e para a alma. O leite materno e o alimento natural, passando, já nas primeiras mamadas, anticorpos importantes e a proteção de natureza imunológica para o bebê. Muitas mulheres têm a sensação de que a amamentação é dolorosa e desgastante, fato que realmente pode ser verdade para algumas, porem a satisfação do ato de amamentar supera, com muita vantagem, o aleitamento artificial.

A praticidade de simplesmente colocar o bebê nos seios para saciar a sua fome, não tendo a necessidade de preparar mamadeiras e aquecê-las no ponto certo; nada de equipamentos para carregar (esterilizadores, aquecedores, etc.”), de panelas ou fogões para limpar; nada de sair de madrugada para percorrer farmácias e supermercados à procura daquele leite “parecido com o leite materno além de saber que o leite materno é o melhor para o seu filho, muitas vezes impedindo doenças fatais, e evitando doenças imunológicas e alérgicas decorrentes da administração de leite de vaca.

A amamentação também protege a mulher contra o câncer de mama. Orientações erradas muitas vezes desviam a mulher desse caminho, sendo importantes algumas explicações.

É preciso preparo durante o pré-natal para a amamentação?

Muitos médicos e obstetrizes orientam práticas preparatórias para favorecer o aleitamento, o que na realidade não se justifica. O médico deverá examinar as mamas no pré-natal, afastando a presença de nódulos ou cistos, e avaliando a normalidade dos mamilos e, se são invertidos ou umbilicados (retraídos), ele orientará as medidas que se fizerem necessárias. Não há necessidade de nenhuma pomada preparatória, sendo que deve-se evitar a hidratação das aréolas ao se hidratar a pele das mamas. A exposição das mamas ao sol é uma boa recomendação, porém quase nunca é possível.

Quando aparece o leite?

Durante a gravidez, sendo variável de mulher para mulher, perto do 5º mês, costuma já haver a produção de pequena quantidade de colostro, que consiste em um líquido amarelo, transparente, levemente salgado e com aparência aguada, que pode ser observado pela expressão delicada dos mamilos, e persiste após o parto, sendo que em alguns dias vai clareando, aumentando de volume e tornando-se mais opaco, até chegar ao leite materno, que é definitivo.

Existe um acordo da natureza, segundo o qual o leite e produzido na intensidade das necessidades do recém-nascido.

Dessa forma, nos primeiros dias do pós-parto, a produção e pouca, mas o suficiente, pois as necessidades do recém-nascido também são pequenas e ele estará aprendendo a mamar. Em alguns dias, normalmente a partir do 4º, ocorre um aumento das mamas com ingurgitamento e se inicia a maior produção de leite. Ingerir líquidos melhora a produção de leite, e a sucção do bebê e o maior estímulo à sua produção.

Quando o recém-nascido deve começar a mamar?

O ideal é logo após o parto, estando o recém-nascido em boas condições e a mãe disposta, ele deverá ser encaminhado ao seio materno para despertar a sucção. Não há necessidade de que ele mame, porém, esse contato e o pequeno estímulo são fundamentais para o despertar do aleitamento materno.

Existe leite fraco?

Por uma questão de sobrevivência, os animais na fase de recém-nascidos têm no aleitamento materno a sua principal fonte de nutrição. O normal e que o leite seja suficiente para as necessidades do bebê. Muitas vezes, a forma errada de amamentação, isto e, a determinação de tempo de mamada em cada mama (10 minutos, como se fazia), acarreta que o bebê mame uma primeira fase do leite da mama, pobre em gorduras e que não chega a alimentá-lo pelo período que deveria; assim, ele dorme após a mamada, e logo depois acorda chorando com a sensação de fome.

A mãe oferece a mamadeira e ele aceita. Ela conclui que seu leite e fraco. O correto e não complicar a natureza. Ofereça a mama, deixe que o bebê mame até esvaziá-la e, se ele aceita. Ofereça a outra, independentemente do tempo transcorrido.

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CRM-SP 43163

É conhecido também como médico da família. Formado em 1981, na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, concluindo residência dois anos depois, em 1983. Desde então, atua como clínico geral no Hospital Sírio Libanês, além de atender também em sua clínica privada.

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