Câncer do colo de útero atinge mais de 15 mil mulheres todo ano no Brasil

Na série especial sobre câncer, falaremos sobre essa doença, causada pela infecção por alguns tipos do HPV

Hoje, iniciaremos uma série especial sobre câncer. Toda quarta-feira, falaremos sobre um tipo da doença, com causas, sintomas e tratamentos. O destaque neste post é o câncer de colo do útero, que atinge 15,5 mil novas brasileiras a cada ano, de acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer.A natureza não dá saltos, como dizia o eminente patologista Cardoso de Almeida. Para o tecido benigno do colo de útero se tornar maligno (câncer) leva de quatro a seis anos, passando por uma fase de transição (lesão pré-maligna) chamada NIC (Neoplasia Intra-epitelial Cervical), induzida pelo HPV (Human Papiloma Vírus).É possível fazer a prevenção do câncer de colo do útero por meio do exame anual Papanicolau, que pode revelar aquela fase de transição que dura de quatro a seis anos; quando o Papanicolau se mostra alterado, podemos repetir em três a seis meses, pois em cerca de 80% dos casos há regressão (cura espontânea da infecção pelo HPV); por outro lado, se a alteração persiste ou há progressão dentro dessa classe de lesão pré-maligna, indicamos a colposcopia e biópsia do colo para fazer o diagnóstico definitivo e proceder ao tratamento.Existem vários procedimentos para tratar as lesões pré-malignas do câncer de colo do útero, mas todos de pequeno porte e que consistem basicamente em retirar ou destruir a lesão.Observando o colo do útero com colposcopia (que aumenta cerca de 10 vezes), podemos identificar a lesão e retirá-la com uma alça do tipo de um bisturi elétrico; o fragmento do colo assim obtido é enviado para exame anátomo-patológico para confirmação do diagnóstico no microscópio.Com o laser, há vaporização, destruição da lesão e, dessa forma, não teremos material para estudo histológico, embora esse procedimento deixe uma cicatriz mínima no colo do útero.Quando não se localiza com precisão a área comprometida ou quando a região é extensa, faz-se a retirada de uma porção maior do colo, mas mesmo assim sua fisiologia não é comprometida, possibilitando um parto normal futuramente.O câncer de colo do útero nos estádios iniciais é assintomático. Já, tardiamente a mulher pode ter sangramento às relações sexuais, corrimento vaginal escuro e com odor, sangramento vaginal fora do período menstrual, obstrução do ureter, perda de apetite e perda de peso.Ao exame ginecológico, constata-se lesão vegetante, semelhante à couve-flor, no colo uterino, que é friável e sangra facilmente; mesmo assim deve-se praticar a biópsia do colo e enviar o material para exame anátomo-patológico para confirmação.Se a paciente perdeu a oportunidade de identificar uma lesão pré-maligna ao câncer de colo do útero, então poderá haver evolução para o câncer invasor que, como o nome indica, deixar de estar localizado só na mucosa superficial penetrando nos tecidos mais profundamente.A partir desta situação, o tratamento será cada vez mais agressivo em proporção ao grau de propagação do tumor.
Nas fases mais iniciais do câncer de colo do útero a cirurgia oncológica resolve praticamente 90% dos casos. Os tumores do colo do útero são sensíveis à radioterapia, que poderá complementar uma cirurgia ou ser feito primeiramente com bons resultados.A quimioterapia para o combate ao câncer de colo do útero pode ser empregada em casos mais avançados, com resultados precários.

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CRM-SP 43163

É conhecido também como médico da família. Formado em 1981, na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, concluindo residência dois anos depois, em 1983. Desde então, atua como clínico geral no Hospital Sírio Libanês, além de atender também em sua clínica privada.

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