No sexto capítulo da série especial, conheça como lidar com os casos em que o paciente não aceita o tratamento ou tem medo de ir ao médico.

Uma pessoa que delire, alucine e creia que o que está vivenciando é verdadeiro pode não aceitar ou mesmo ter medo de ir ao médico. Nestas circunstâncias, se os familiares ou amigos não puderem convencer o paciente a buscar auxílio, devem eles próprios ir ao médico para explicar a situação e tentar, guiados pelo profissional, encontrar a melhor solução para o caso. Além de visita profissional domiciliar, outras atitudes podem ser sugeridas na abordagem do doente resistente ou temeroso. Quanto mais cedo ocorrer a intervenção medicamentosa, menores serão as chances de sequelas da esquizofrenia.

O esquizofrênico geralmente é mais perigoso para si mesmo do que para os outros; 10% deles cometem suicídio, inclusive no período pós-psicótico. As circunstâncias específicas que favorecem o risco de suicídio são: indivíduos pertencentes ao sexo masculino, com idade inferior a 45 anos, sintomas depressivos, sentimentos de desesperança, desemprego e alta hospitalar recente.

Quanto à agressividade, um subgrupo de esquizofrênicos tem uma incidência maior de comportamento agressivo e violento, sendo que os maiores preditores são do sexo masculino, com idade mais jovem, histórico anterior de violência, não-adesão à medicação antipsicótica e abuso de drogas. Nestes casos é indicado o uso de neurolépticos chamados depósito, injetados por via intramuscular a cada 15 dias ou mensalmente.

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