Depressão: é necessário tratar!

A depressão atinge 350 milhões de pessoas no mundo e, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, a cada 1 dólar investido no tratamento da depressão, e também da ansiedade, gera um retorno de quatro dólares por meio de melhorias na saúde e na capacidade de trabalho do paciente.O estudo divulgado em 2016 estimou, pela primeira vez, benefícios financeiros e na área de saúde associados a investimentos no tratamento das duas formas mais comuns de doença mental em todo o mundo.

Dessa forma, a depressão precisa ser tratada, já que além dos prejuízos psicológicos, pessoal, social e laborativo, cerca de 15% dos deprimidos graves acabam por cometer suicídio. O paciente pode ter sintomas tão intensos de desesperança e impotência que chega a acreditar que ficaria melhor se estivesse morto. O risco dessa eventualidade é maior no idoso, mas também afeta adolescentes e adultos em geral, devendo ser avaliado minuciosamente pela psiquiatria, com a ajuda da família.

O curso da existência do deprimido pode ser alterado, com prejuízos sérios, devido a atitudes que, caso não estivesse doente, nunca teria tomado. Abandono de estudos, de emprego e separações conjugais são comuns na história de deprimidos não-tratados.

É importante destacar que a família e amigos são a principal fonte de suporte e reasseguramento da autoestima de uma pessoa deprimida. Muitas vezes percebem que a pessoa com a doença sofre, mas poucos entendem que sair da situação não depende de “força de vontade” ou “coragem para encarar os problemas”. Passam a lidar com o doente como se ele “pudesse reerguer-se com as próprias forças” ou “parar espontaneamente de só pensar em problemas”. Tal atitude confirma os temores do deprimido de ser “fraco” ou “doente mental”, afastando-o ainda mais da possibilidade de buscar auxílio médico.

As seguintes atitudes de pessoas próximas quem tem depressão e até salvar sua vida: insistir na avaliação psiquiátrica; não culpar o paciente por não conseguir desempenhar suas tarefas habituais; não insistir que o doente faça coisas que não deseja, especialmente nas primeiras semanas de tratamento, mesmo que sejam atividades de lazer; encorajar a continuidade do tratamento; acompanhar o paciente em suas consultas psiquiátricas; evitar dar ouvidos a “conselhos” alheios.

Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores e Transtornos Afetivos (http://www.abrata.org.br)

dr salim assinaturafaixa assinatura Dr SalimDr. Salim

É conhecido também como médico da família. Formado em 1981, na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, concluindo residência dois anos depois, em 1983. Desde então, atua como clínico geral no Hospital Sírio Libanês, além de atender também em sua clínica privada.

faixa assinatura Dr Salim

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CRM-SP 43163

É conhecido também como médico da família. Formado em 1981, na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, concluindo residência dois anos depois, em 1983. Desde então, atua como clínico geral no Hospital Sírio Libanês, além de atender também em sua clínica privada.

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1 Comentário

  1. Avatar

    Ola Dr. Eu tomo fluoxetina a mais de 5 anos,e esqueci de tomar por alguns dias,e ultimamente tenho me notado triste, achando que vou morrer ou q vou pegar alguma doença, parece q vai me faltar o ar parece q vou sufocar,o senhor acha que devo tomar algum outro tipo de remédio? Ou posso continuar com a fluoxetina eque isso vai passar. Obrigada Abraço.

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