Descolamento de retina: como prevenir?

Sempre fique atento com alterações na sua visão e procure um oftalmologista, assim que necessário.

A melhor forma de prevenir o descolamento de retina é fazendo exames de fundo de olhos periódicos, a critério do oftalmologista, de acordo com o risco apresentado. Outra maneira de tentar detectar alterações predisponentes é procurar perceber quando acontece a separação entre o gel vítreo e a retina, chamado descolamento de vítreo posterior.

Quando ele acontece, o paciente percebe pequenas sombras ou nuvens que se movimentam dentro de seu campo de visão, acompanhando os movimentos oculares com cerco atraso. Por exemplo, ao olhar para a esquerda, pouco depois as manchas e sombras também se movem para a esquerda, chamadas moscas volantes. Isso é melhor percebido ao fixarmos o olhar no infinito (céu) ou olhando para uma parede branca. As sombras podem ter formato de teia de aranha, ramos, círculos ou pontinhos.

Elas são causadas por opacidades no gel vítreo que surgem com a separação da retina e se movimentam em seu interior, dando a impressão de enxergarmos imagens em frente ao olho. As moscas volantes podem ser precedidas de flashes de luz ou clarões ou aparecerem acompanhadas deles, e nesse caso sugerem que existe tração na retina e pode ocorrer uma ruptura da mesma.

Quando o paciente percebe moscas volantes ou clarões, para evitar um descolamento de retina, deve procurar seu oftalmologista para exame de periferia do fundo do olho (oftalmoscopia indireta), no qual serão procuradas rupturas na retina. Caso sejam encontradas, essas rupturas são tratadas com raio laser, que provoca micro-queimaduras ao redor da ruptura, impedindo que haja penetração do líquido para baixa da retina, uma vez que a ruptura foi selada com laser. O paciente também deve procurar o médico quando surgirem novas moscas volantes ou se elas tiverem aumentado de número ou intensidade.

O descolamento do vítreo posterior aparece com o tempo em todos os indivíduos. No entanto, a maioria das pessoas com moscas volantes não apresenta ruptura na retina; por isso, o descolamento de retina é tão raro na população geral.

Sociedade Brasileira de Oftalmologia: http://www.sboportal.org.br/

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CRM-SP 43163

É conhecido também como médico da família. Formado em 1981, na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, concluindo residência dois anos depois, em 1983. Desde então, atua como clínico geral no Hospital Sírio Libanês, além de atender também em sua clínica privada.

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