Diverticulite aguda

O que é?

Muitas pessoas possuem pequenos orifícios (1 mm a 3 mm) que se exteriorizam pela parede do intestino. Esses orifícios são chamados divertículos. Quando presentes em grande quantidade, diz-se que o paciente é portador de diverticulose.

Cerca de 10% da população adulta com mais de 40 anos possui diverticulose. A condição se torna mais comum com o envelhecimento, a partir dos 60 anos.

Quando o divertículo se torna inflamado ou infectado, a condição é chamada diverticulite aguda, e acontece em cerca de 10% a 24% das pessoas com diverticulose.

Qual é a sua causa?

Apesar de não estar bem esclarecido, tem-se acreditado que dietas com baixa ingestão de fibras podem causar a doença. Nesses indivíduos, a constipação é frequente. O excesso de força levaria os pequenos orifícios do intestino a se exteriorizar, causando um divertículo. Quando ocorre inflamação ou infecção no local, tem-se a diverticulite aguda. É comum ainda a doença ocorrer em pacientes com tendência a “gases”. Assim, nesses casos, os gases aumentam a pressão e forçam a ocorrência dos divertículos.

Quais são os sintomas?

A queixa mais comum é a dor abdominal, geralmente localizada na parte inferior esquerda do abdome. Podem estar presentes: febre, náuseas, vômitos e constipação. A intensidade dos sintomas depende da gravidade da infecção.

Quais são as complicações?

A diverticulite aguda pode causar, dependendo da gravidade, algumas complicações, a saber: sangramento intestinal, perfuração, coleções infectadas intra abdominais com ou sem peritonite (inflamação do peritônio), fístulas e obstrução intestinal.

As complicações vão depender de vários fatores, e seu tratamento varia de caso para caso.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é feito a partir da história do paciente associado ao exame físico e a alguns exames complementares. Entre eles, destacam-se a tomografia computadorizada do abdome e alguns exames de sangue.

Qual o tratamento?

O tratamento da diverticulite aguda é feito em ambiente hospitalar com a utilização de analgésicos e antibióticos. Em alguns casos pode ser necessário tratamento cirúrgico com a retirada do intestino doente ou limpeza da cavidade abdominal.

A cirurgia pode ser indicada em caráter eletivo (não em emergência) para os casos em que os surtos de diverticulite são frequentes, e em que o paciente possua condições de se submeter a tratamento cirúrgico.

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CRM-SP 43163

É conhecido também como médico da família. Formado em 1981, na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, concluindo residência dois anos depois, em 1983. Desde então, atua como clínico geral no Hospital Sírio Libanês, além de atender também em sua clínica privada.

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