Epilepsia

A imagem mostra uma ilustração do cérebro humano.

Epilepsia é definida como uma doença na qual as crises epilépticas, sejam parciais ou generalizadas, se repetem de tempos em tempos. Isto significa que nem todo paciente que tem uma única crise epiléptica terá epilepsia. Nos casos de epilepsia é mais comum, embora não seja obrigatório, haver alteração em algum dos exames usados para investigação da causa da crise epiléptica.

Como se investigam as causas das crises epilépticas?

Pelas causas já citadas, vários são os exames necessários para o esclarecimento das causas das crises epilépticas. Em primeiro lugar é importante a realização do eletroencefalograma (EEC). Este exame serve para corroborar a hipótese diagnóstica feita pelo médico, e em segundo lugar, mas não menos importante, caracterizar o tipo de crise apresentado pelo paciente, se parcial ou generalizada, o que e importante para que o médico possa escolher o medicamento mais indicado para o caso.

É fundamental também um exame de neuro-imagem, isto é, tomografia ou, de preferência, ressonância magnética de crânio. Esses exames podem detectar alterações na estrutura do cérebro, passíveis de se comportar como um foco de origem das descargas elétricas anormais. Desse modo é possível saber se a lesão cerebral que causou a crise epiléptica deve ser retirada cirurgicamente.

Às vezes é necessária a coleta do líquido cefalonaquiano (liquor), especialmente quando existe qualquer suspeita de que a causa seja infecciosa ou parasitária. A solicitação do vídeo eletroencefalograma (vídeo-EEC) é necessária quando não se sabe se o paciente tem ou não crise epiléptica, ou quando a epilepsia está difícil de ser controlada com remédios e se vislumbra a possibilidade de um tratamento cirúrgico. O vídeo-EEC faz o registro simultâneo do eletroencefalograma e imagem em vídeo da crise. Com isso é possível observar o tipo de crise e as respectivas alterações do EEC.

Como se tratam as crises epilépticas?

Nas crises epilépticas causadas por medicamentos, drogas, álcool e distúrbios metabólicos, a retirada destes fatores reduz o risco de novas crises. Em pacientes com risco de recorrência de crises, ou seja, epilepsia, o controle das crises pode ser feito com vários medicamentos. E importante caracterizar se a crise é focal ou generalizada, pois alguns medicamentos são melhores para um tipo de crise do que para o outro.

Além dos medicamentos, alguns hábitos de vida podem ajudar no controle das crises: evitar períodos prolongados de jejum, procurando se alimentar pelo menos de 4 em 4 horas; variar pouco a hora de ir dormir e de acordar respeitando as horas necessárias e suficientes de sono, ou seja, não dormir de menos nem de mais; praticar atividade física regularmente sem exagero; evitar bebida alcoólica; não tomar qualquer medicamento sem o conhecimento do médico que está cuidando da epilepsia e respeitar o horário do medicamento antiepiléptico. Quando a epilepsia e de difícil controle, pode-se fazer um estudo específico para um possível tratamento cirúrgico.

Epilepsia tem cura?

Alguns pacientes com epilepsia podem deixar de apresentar crises após algum tempo, às vezes anos, usando medicamentos antiepilépticos. Em outros, as crises podem permanecer completamente controladas, embora eles necessitem manter indefinidamente o medicamento antiepiléptico. Outros ainda podem ter cura, ou pelo menos controle mais adequado das crises, após cirurgia para retirada do foco epiléptico.

dr salim assinaturafaixa assinatura Dr SalimDr. Salim

CRM-SP 43163

É conhecido também como médico da família. Formado em 1981, na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, concluindo residência dois anos depois, em 1983. Desde então, atua como clínico geral no Hospital Sírio Libanês, além de atender também em sua clínica privada.

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