Hemodiálise

O que é hemodiálise?

Hemodiálise é o método mais comumente utilizado para tratar as formas graves de insuficiência renal. Desde a década de 1960, este método vem sendo aperfeiçoado de tal modo, que hoje podemos oferecer um procedimento com eficácia e conforto para o paciente, incomparáveis em relação a décadas atrás.

A imagem mostra uma bolsa de sangue.

Ao contrário do que muitos acreditam, a diálise não tem nenhum efeito terapêutico sobre os rins, sendo considerada, portanto, uma terapia de substituição renal. Com ela mantemos vivo o paciente com insuficiência renal grave, enquanto outras medidas específicas são tomadas no que se refere ao tratamento da doença.

Por outro lado, podemos também concluir que a afirmativa de que o paciente que se submete à diálise nunca mais para de fazer tal procedimento é totalmente falsa, o paciente só permanecerá em diálise se a sua doença renal for irreversível, do contrário, não.

Como funciona?

O sangue do paciente é retirado através de uma bomba rolete e passa por um filtro, chamado hemodialisador, onde ocorre o processo de filtragem do sangue, retornando, então, para o paciente.

É um processo contínuo em que o sangue flui através deste sistema a aproximadamente 300 ml por minuto, enquanto durar o procedimento. Ao mesmo tempo, esse filtro é perfundido (recebe a infusão de líquido) por uma solução balanceada em eletrólitos, chamada solução de diálise ou banho de diálise.

No filtro, os processos físico-químicos que determinam a filtragem do sangue são a difusão e a convecção. Na difusão, por diferença de gradiente osmótico (diferença de concentração de vários elementos do sangue com a substância utilizada na diálise) entre a solução de diálise e o sangue, escórias são retiradas da circulação do paciente com insuficiência renal.

Já no processo de convecção, água e solutos são retirados por diferença de pressão hidrostática, isto é, pela diferença de pressão de circulação entre o sangue e a substância da diálise.

Durante o processo dialítico o nefrologista deve, portanto, definir o tipo de dialisador, a duração do procedimento e o ritmo de filtragem desejado para o paciente, no que se refere à retirada de escórias, retirada de líquido e também à reposição de cálcio, potássio, sódio e bicarbonato.

O que é acesso vascular?

Durante a sessão de hemodiálise, o sangue tem de ser retirado continuamente do paciente para que possa ser filtrado, e depois retornar à circulação, a um fluxo aproximado de 300 ml por minuto.

O local de onde o sangue e retirado para que este processo possa ocorrer é o que os nefrologistas chamam de acesso vascular. O acesso mais utilizado é a fístula arteriovenosa, mas existem também os enxertos e os cateteres de curta e de longa permanência.

A fístula arteriovenosa deve ser realizada com pelo menos 50 dias de antecedência, de modo que a mesma possa maturar, para então ser utilizada.

Consiste na ligação cirúrgica, normalmente feita no braço, de uma artéria com uma veia, de tal modo que a veia, recebendo sangue arterial com alta pressão, terá seu calibre aumentado, ficando passível de ser puncionada para a realização da hemodiálise.

Sempre que o procedimento for realizado, 2 punções serão feitas, uma para retirada do sangue e outra para o seu retorno.

O enxerto segue o mesmo princípio da fistula arteriovenosa, mas neste caso há que se utilizar um tubo sintético para se fazer a conexão entre a artéria e a veia (é o que chamamos de enxerto).

A necessidade de se utilizar um enxerto ocorre devido à falta de veias pérvias e/ou calibrosas, ou se1a, as veias funcionantes e/ou grossas, no braço do paciente. A exemplo da fístula arteriovenosa, o enxerto não pode ser utilizado imediatamente após a sua realização, devendo-se aguardar alguns dias, ou até semanas, para a sua completa cicatrização.

Os cateteres são tubos de material plástico que são inseridos por punção, e sob anestesia local, em alguma grande veia do corpo humano (a veia jugular e a veia subclávia, no pescoço, são as mais utilizadas). Têm a vantagem de poderem ser utilizados imediatamente e, no caso dos cateteres de curta permanência, podem ser colocados sem a necessidade de se levar o paciente ao centro cirúrgico.
Os cateteres de longa permanência, que devem ser colocados em centro cirúrgico, têm a vantagem de poderem ser utilizados por meses, ou até mais de um ano, se não houver nenhuma complicação, como infecção, trombose venosa ou obstrução dos mesmos.

Onde e como é feita a hemodiálise?

Hemodiálise é um procedimento quase que 100% das vezes realizado em clínicas especializadas, ou em hospitais. O paciente passa por 5 sessões por semana, em dias predeterminados (por exemplo, segundas, quartas e sextas ou terças, quintas e sábados) e em horários definidos (por exemplo, pela manhã ou à tarde).

A duração de cada sessão de hemodiálise varia de 5 a 5 horas, e deve ser definida de acordo com as condições de cada paciente.
O paciente permanece sentado, em poltronas apropriadas, e não pode se locomover enquanto a diálise não for encerrada. Contudo, não deve apresentar nenhum tipo de sintoma durante o procedimento, podendo ler, ver televisão, comer, conversar, etc. até que a sessão daquele dia seja encerrada.

Caso haja alguma intercorrência, os serviços de diálise contam com equipamentos, enfermeiros e médicos de plantão para a assistência necessária.

O paciente que segue um programa crônico de hemodiálise e submetido a exames periódicos mensais, e deve passar por consulta medica também mensalmente. Na verdade, todo paciente nessas condições deve ter um nefrologista responsável pelo seu tratamento, que será encarregado de assisti-lo nas visitas mensais, bem como em intercorrências que venham a acontecer.

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CRM-SP 43163

É conhecido também como médico da família. Formado em 1981, na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, concluindo residência dois anos depois, em 1983. Desde então, atua como clínico geral no Hospital Sírio Libanês, além de atender também em sua clínica privada.

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