Maconha é o cigarro de amanhã?

A discussão sobre a legalização da maconha é bem polêmica. Há os que apoiam, com o argumento de que isso acabaria com o tráfico da droga, além de não ser prejudicial para a saúde, algo que considero totalmente equivocado e portanto é com isso que devemos nos preocupar. Precisamos levar em conta que a maconha traz malefícios para o nosso organismo e a discussão sobre a liberação deve ser tratada com a devida responsabilidade, o que em muitas vezes não tem ocorrido.Primeiramente, vamos ver a questão do tabagismo. O cigarro é legalizado e você pode consumi-lo livremente no Brasil, porém o governo federal precisa fazer diversas campanhas de conscientização para reduzir o consumo, devido aos graves prejuízos que o tabaco causa no corpo. Entre eles, estão as doenças cardiorrespiratórias e derrames cerebrais. Além disso, é responsável por grande parte dos casos de câncer de pulmão. Fortunas são gastas nesse sentido e, felizmente, o consumo de cigarro está em declínio.No caso da liberação da maconha, acredito que esse ciclo acontecerá daqui 20 ou 30 anos, ou seja, novos investimentos para tirar os jovens do consumo de um produto que só traz problemas para a saúde e a sociedade. No Brasil, conforme últimos dados do Ministério da Saúde, 7,8 milhões de jovens entre 16 e 25 anos já experimentaram a maconha e desses, 3,5 milhões repetiram a utilização da droga ilícita. Isso é absolutamente preocupante e deve ser visto por nossas autoridades.É preciso se investir em campanha sérias, buscando alertar o jovem para que ele se distancie das drogas e dos seus efeitos nefastos. As autoridades públicas precisam entender a importância de investir em campanhas de esclarecimento, que custam muito menos do que os tratamentos para livrar nossa juventude das drogas.Ao contrário do que muitos pensam, a maconha causa danos para quem a consome e o governo precisaria elaborar campanhas de conscientização também, gastando muito novamente para buscar soluções para um problema que pode ser evitado. Estudos mostram que essa droga pode levar à dependência, acarreta problemas de memória, transtornos mentais, efeitos no humor e diminuição da atividade motora, fazendo com que a pessoa se movimente menos e possa chegar a um estado de sonolência. A relação entre maconha e câncer de pulmão também não pode ser descartada.Portanto, a maconha não pode ser liberada no País. Além de causar grandes prejuízos para a nossa saúde, pode ser uma porta de entrada para outras drogas ainda piores e mais viciantes. Diga não à legalização das drogas.

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CRM-SP 43163

É conhecido também como médico da família. Formado em 1981, na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, concluindo residência dois anos depois, em 1983. Desde então, atua como clínico geral no Hospital Sírio Libanês, além de atender também em sua clínica privada.

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