Menopausa

A imagem mostra uma mulher de meia idade, aparentemente com 40 anos, do abdome ao rosto, segurando uma garrafa de água e uma toalha em volta do seu pescoço.

É ocasionada pela perda definitiva da capacidade do ovário de produzir hormônios, em especial o estrogênio. Em condições naturais, a mulher para de produzir hormônios em média aos 40 anos, mas têm a menopausa antes disso e, por outro lado, 2% passam dos 55 anos ainda menstruando.

A idade em que ocorre a última menstruação é determinada geneticamente, não se alterando com o uso prolongado da pílula ou gravidezes sucessivas, e nada tem a ver com a idade da 1ª menstruação.

No entanto, por ocasião de radioterapia sobre os ovários ou quimioterapia, pode haver redução importante dos óvulos e das células que os rodeiam e produzem hormônios, levando a uma menopausa provocada e antecipada. É claro que se os 2 ovários forem retirados, não haverá produção de hormônios e estabelece-se imediatamente a menopausa.

Isto é normal?

Sim, é normal! Toda mulher que viver até 55 anos ou mais, certamente entrará em menopausa. Há 150 anos, a vida média da espécie humana não chegava aos 50 anos, o que significa dizer que as mulheres morriam antes ou na época da menopausa. Com os mamíferos, em condições naturais, acontece o mesmo, isto é, o fim da fertilidade desses animais coincide com o fim da vida.

Quais são os sintomas?

A queda da produção de hormônios pelos ovários ocorre geralmente de maneira gradual, levando até 2 anos para chegar a níveis baixos. É raro que ocorra de maneira súbita; inicia-se com alterações no intervalo das menstruações (cada 15 dias ou cada 40 a 60 dias ou mais), frequentemente com modificações no número de dias do sangramento e da quantidade de sangue, podendo ocorrer verdadeiras hemorragias com coágulos.

Pode haver períodos de regularização e depois a volta ao padrão citado, até que um dia não há mais menstruação. Se a mulher ficar 1 ano sem menstruar, é pouco provável que volte a menstruar espontaneamente. No período em que ocorrem menstruações irregulares, pode haver sintomas decorrentes da queda de estrogênios como: fogachos (ondas de calor), sudorese noturna, insônia, desânimo, melancolia, falta de energia, diminuição da umidade vaginal e diminuição da libido.

Com o passar do tempo, após a última menstruação, se não for feita reposição hormonal em quem precisa, surgirão os sintomas e sinais a longo prazo que incluem: incontinência urinária, urgência para urinar, osteoporose, perda da elasticidade (colágeno) da pele, perda de músculos, diminuição da gordura na raiz das coxas e deposição de gordura no abdômen e mamas.

A falta de hormônios, após a menopausa, traz prejuízos à mulher?

Com a diminuição drástica dos hormônios femininos após a menopausa, ocorre em termos genéricos uma desfeminilização, um envelhecimento específico da mulher. Mas nem todas as mulheres apresentam os sintomas da menopausa porque o que restou do ovário (estroma) produz hormônios masculinos que são transformados em femininos na gordura periférica, o que acontece principalmente nas mulheres com mais gordura (sobrepeso). É uma compensação natural que protege essas mulheres das consequências da falta de hormônio.

A maioria das mulheres apresentará os sintomas e sinais antes referidos se não receber uma suplementação de hormônios após a menopausa.

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CRM-SP 43163

É conhecido também como médico da família. Formado em 1981, na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, concluindo residência dois anos depois, em 1983. Desde então, atua como clínico geral no Hospital Sírio Libanês, além de atender também em sua clínica privada.

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