O país tem um novo presidente da República, mesmo que de forma por enquanto interina: Michel Temer. Muitos de nós, que estivemos nas ruas de todo o país pedindo o impeachment da presidente Dilma Rousseff, estão comemorando, afinal não era mais possível suportar o nível de corrupção, desmandos e falta de gestão do governo petista. Porém, como diria a minha amada vovó: cautela e canja de galinha não fazem mal a ninguém.

Michel Temer era vice de Dilma e é um político daqueles que sempre estiveram próximos do poder, mesmo nunca estando no centro dele. Agora chegou a sua vez de ser protagonista e aí é que mora o perigo: pode passar para a história com o homem que reconduziu o país para trilhos preparando a nação para as eleições de 2.018, ou como o homem que encheu o Ministério de amigos, fez conchavos no Congresso Nacional e manteve a política do é dando que se recebe.

No meu caso, prefiro balançar entre a esperança de dias melhores e o ceticismo que desenvolvi com relação à classe política. Espero que ele tenha bom senso, corte gastos, demonstre competência para recuperar ao menos uma linha econômica que faça o Brasil voltar a crescer. Vejo no seu Ministério gente competente, como o novo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, mas me assusta ver Geddel Vieira Lima na Secretaria de Governo.

Acho que teremos bons e maus momentos, só espero, sinceramente, que os bons superem os maus e que o nosso país se livre de Dilma Rousseff, mas não caia nas mãos de outros oportunistas.

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