Hoje abro esse espaço para um grande médico reumatologista e imunologista e amigo meu: o doutor Isidio Calich. Ele fez esse texto e me enviou, diante disso resolvi publicá-lo, afinal é uma opinião importante sobre a atual cenário brasileiro. Leiam, pois vale a pena.

Mula sem Cabeça – 2 Lendas Antigas Nos Tempos Modernos em Brasília

Durante a infância várias histórias narradas pelos contadores de lendas e fatos do folclore regional traziam medo ao recorda-las durante as madrugadas. Às vezes apareciam em sonhos, e ao acordar assustado, cobria o rosto com o lençol, e de olhos arregalados e ouvidos atentos, aguardava o sono retornar. Eram histórias de várias regiões do Brasil, sendo do sul, a lenda do Saci-Pererê ou outras de várias regiões, como a da Mula sem Cabeça. Enquanto a primeira era divertida e infantil, pois tratava-se de um moleque travesso que divertia as populações rurais e que virou símbolo do clube de futebol, o Internacional de Porto Alegre, a segunda trazia pavor e medo principalmente das moças casadoiras envolvidas com figuras da Igreja.

O conhecimento da existência da Mula sem Cabeça deu-se no século XII quando a Igreja determinou que todo Padre que contrariasse as regras existentes, desejando se casar, seria imediatamente excluído da Igreja Católica. Foi o que aconteceu com um jovem padre apaixonado por uma cabocla do vilarejo. Apesar da proibição dos pais da moça, o casamento se realizou na presença de familiares e convidados. Na noite de núpcias, os habitantes do vilarejo foram acordados com um forte ruído estridente percorria as ruas, produzidos por uma mula sem cabeça despejando labaredas de fogo. A noiva tinha sofrido essa transformação e o noivo desesperado corria atrás aos gritos, acompanhado pelos olhares aterrorizados da população que não ousava ir além das janelas das casas. A história conta que esse fato se repetia toda vez que um Padre infringia essa lei da Igreja, e a lenda perdura até os dias de hoje. Ela  permanece viva nos estados do Nordeste, Sudeste e Sul, e de tempos em tempos alguém diz ter visto a Mula Sem Cabeça  correr pelos pastos emitindo sons altos assustadores, porém, raramente ouvidos pela população local.

A intrigante lenda ressurgiu recentemente neste século XXI. Fatos estranhos ocorreram em Brasília e não teve nenhum Padre envolvido desta vez. A moça não era nenhuma casadoira, pois já tinha passado da idade para tal. Era assustadora e autoritária e acabou sendo eleita Presidente, empurrada pelo então ex-Presidente. Após tomar posse, Ela foi cometendo erros sobre erros durante sua administração: na economia, na saúde e na educação. O dinheiro do Governo escorrendo pelo ralo, alimentando todos os seus companheiros numa verdadeira farra do boi. A Presidenta, como impõe ser chamada, foi se transformando dia após dia, com o corpo crescendo, adquirindo a forma de Uma mula e a cabeça diminuindo até desaparecer completamente por falta de uso. O Alto Comando do País, composto de Ministros e assessores, desesperados com a repercussão mundial do acontecimento, reuniu-se em busca de uma solução urgente para o gravíssimo problema. Após inúmeras reuniões em que surgiram infinitas ideias brilhantes, venceu a mais moderna e adaptada aos grandes avanços científicos e tecnológicos: realizar um transplante de cabeça, a qual deveria possuir um cérebro privilegiado. Sob uma salva de palmas, gritos de vivas, e com os governantes em pé, o plano foi aprovado. Faltava porém, escolher o doador. Assim, a reunião continuou por várias horas até a escolha de tão ilustre personagem. Estabeleceu-se nova discussão pois, teria que ser um cérebro altamente desenvolvido, com conhecimentos profundos das tarefas a serem desempenhadas, astuto e com alto grau de malandragem que o cargo exigia. Após horas de discussão chegaram ao nome já sobejamente conhecido por todos e, novamente sob aplausos e assobios, foi aprovado o cidadão Luis IgNasceu Lula na Selva, ex-Presidente, conhecido como Lula. Este aceitou imediatamente, pois na situação incômoda que estava, perseguido pela Policia Federal, sem conseguir justificar a fortuna, e com a família atolada na lama, iria novamente para o posto mais alto do país e livre de todas as acusações que pousavam em suas costas. Ele seria o Salvador da Pátria, também na sua visão , que muitas vezes permanecia obnubilada pelo álcool.

Foi então escolhido o dia e hora para a mais importante cirurgia a ser realizada em um hospital do Brasil. A escolha foi no Hospital de Base de Brasília, local mais apropriado para esses procedimentos em Presidentes do País.

A  cirurgia foi marcada para uma sexta-feira, dia em que ninguém trabalha na Capital Federal, e assim a maioria dos políticos do partido (PT) poderiam assistir de dentro da Sala Cirúrgica, como é de hábito nesses procedimentos com políticos de destaque. A intervenção  transcorreu de modo tranquilo, sem intercorrências. A fixação da cabeça no pescoço foi perfeita pois o imenso diâmetro de ambos era idêntico. Encerrado o ato cirúrgico todos os presentes na sala em número aproximado de 50 políticos aplaudiam freneticamente, dando vivas a toda equipe de profissionais envolvidos no transplante da cabeça. A seguir todos tomaram champagne francesa para comemorar e o corpo da Presidenta com a cabeça do Ex, foram para a sala de recuperação.

Entretanto algo estranho ocorreu durante a madrugada. É como se a lenda tivesse ressurgido mais uma vez, após 800 anos. A cabeça fixada ao corpo em forma de mula, começou a inchar e  esquentar rapidamente, produzindo uma fumaça azul-esverdeada, que se transformou em labaredas de fogo. O ambiente foi rapidamente esvaziado pelos médicos e enfermeiros que tropeçando uns sobre os outros fugiam desesperados gritando por socorro.

A interpretação dos especialistas sobre o surgimento das labaredas foi de relacionar a combinação de produtos químicos utilizados na cirurgia com o excesso de álcool armazenado no cérebro do Ex-Presidente. A combustão resultou no lançamento da Mula com a cabeça incandescente pela janela, estilhaçando os vidros e fazendo-a circular no alto das avenidas de Brasília sob um lindo céu estrelado, e ser acompanhada pelo olhar eletrizante da população brasiliense.

O corpo planou pelo espaço culminando por cair numa colina nos arredores da Capital. Em seguida começou a se debater próximo da cerca de arame farpado sustentada por mourões (troncos de madeira- não confundir com um conjunto de MOROs) , ferindo-se até sangrar abundantemente e ficar inerte extenuada sobre a grama verdejante coberta de orvalho. A população incrédula foi se aproximando inicialmente em pequenos grupos, transformando-se em dezenas, centenas, milhares e milhões de brasileiros. Deparando o cenário inexplicável e dantesco, com olhos arregalados e sem nenhuma voz de comando, mas movidas por instinto, a massa humana começou a cantar o Hino Nacional Brasileiro.

A figura abaixo mostra o local onde caiu a Mula sem Cabeça fumegante.

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