O que é glaucoma?

Conheça as causas, sintomas e tratamentos dessa doença, que é a principal causa de cegueira no mundo

O glaucoma é uma doença em que ocorre lesão do nervo óptico. Este processo é correlacionado, na maior parte das vezes, com a elevação da pressão intra-ocular. Diversas pesquisas científicas indicam participação da circulação sanguínea no nervo óptico como causa da lesão. A pressão intra-ocular pode ser responsável pelo prejuízo circulatório por exercer efeito semelhante à compressão nos vasos.O nervo óptico transmite informações visuais recebidas pelo olho ao cérebro. A perda de fibras nervosas às ares comprometidas e, portanto, diminuição da visão.Há diversos mecanismos que provocam essa doença:- Glaucoma crônico simples: é o mais comum, no qual o ângulo entre a íris e a córnea é aberto, e existe aumento de resistência ao escoamento de líquido por espessamento, e consequente redução de espaço na rede ou malha celular. A pressão aumenta lenta e progressivamente. Por esta razão também é chamado de glaucoma crônico de ângulo aberto. O indivíduo tem tendência genética para esta alteração, que se manifesta com a idade. Pesquisas genéticas já identificam alguns dos genes correlacionados com o glaucoma.- Glaucoma de ângulo estreito: ocorre em indivíduos que têm as estruturas da parte anterior do olho mais próximas umas das outras, e há pouco espaço para que a íris faça os movimentos de abrir e fechar a pupila. Por isso, pode ocorrer toque entre as estruturas, e a rede ou malha que drena o líquido do olho fica bloqueada pelas dobras de tecido adjacente. A pressão sobe bruscamente, provocando crise de glaucoma agudo.É bem menos frequente o glaucoma no qual a pressão é normal e o nervo do indivíduo é agredido por alguns tipos de deficiências circulatórias.O glaucoma congênito está presente, geralmente, desde o nascimento e é relacionado frequentemente a outras alterações genéticas, como problemas neurológicos, renais, catarata e a gestações que inspiraram cuidados.A pressão intra-ocular pode se elevar como consequência de outras doenças oculares. Alguns tipos de doenças reumatológicas, como artrite reumatoide e outras doenças articulares, infecções, por toxoplasmose, por exemplo, causam inflamação dentro do olho, chamada uveíte, que pode aumentar a pressão ocular. O uso de medicações, como colírio contendo corticosteroide, usadas para inflamações, alergias e pós-operatórios; colírio para dilatar a pupila, medicações para doenças neurológicas e antiespasmódicos, pode aumentar a pressão. Como o risco dependa da forma de uso e de certas características dos olhos, é importante a pessoa, se tiver dúvida, ou se já tiver glaucoma, consultar um oftalmologista antes de usar medicações desconhecidas.Existem alguns fatores que determinam maior probabilidade de se ter ou vir a desencadear o glaucoma, como: familiares com a doença, histórico de trauma ou inflamação nos olhos, uso prolongado de colírio e corticosteroides, diabetes e miopia. A probabilidade de apresentar glaucoma aumenta com a idade; portanto, mesmo pessoas sem fatores de risco, acima dos 40 anos de idade, devem fazer consultas para medida de pressão e exame do fundo do olho com maior regularidade – uma vez por ano.A melhor prevenção possível para glaucoma é diagnosticar logo, para iniciar o tratamento, antes que se estabeleça alteração visual.É importante ficar atento com os seus olhos, porque o glaucoma mais frequente, de ângulo aberto, não causa nenhum sintoma no início. Não há dor, perda visual, lacrimejamento. Só é possível identificar um indivíduo com glaucoma inicial durante exame com aparelhos oftalmológicos apropriados. Com a progressão, ocorre perda visual irreversível e indolor.Em contraste, o glaucoma de ângulo fechado agudo provoca dor intensa, abrupta, em um só olho, com embaçamento da visão, náuseas, dor de cabeça, e exige que se procure um pronto-socorro oftalmológico para tratamento, pois há perda visual brusca.Não é possível recuperar o campo já afetado, por isso, a principal forma de evitar a lesão é diagnosticar e tratar rapidamente, antes de ocorrer a redução da visão.O principal recurso para o tratamento do glaucoma consiste em reduzir a pressão intra-ocular para deter a deterioração do campo e a perda da visão. Existem medicações com mecanismos de ação de diversos para reduzir a pressão: algumas diminuem a produção do humor aquoso, outras aumentam seu escoamento.A escolha do colírio indicado ou combinação de drogas depende do tipo de glaucoma, de outras possíveis doenças oculares ou sistêmicas (que atingem todo o organismo) coexistentes.Quando não há resultado com os colírios, podem ser necessárias cirurgias. Existem procedimentos realizados com laser em consultório, e cirúrgicos mais invasivos, de maior porte, realizados com hospital, com indicações diferentes.

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CRM-SP 43163

É conhecido também como médico da família. Formado em 1981, na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, concluindo residência dois anos depois, em 1983. Desde então, atua como clínico geral no Hospital Sírio Libanês, além de atender também em sua clínica privada.

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