Obesidade

A imagem mostra um médico medindo com uma fita métrica a barriga de um homem acima do peso.

Para a maioria das pessoas, a expressão “obesidade” é equivalente a ter excesso de peso; no entanto, para os profissionais de saúde, excesso de peso é qualquer aumento do peso, não importando se for devido ao acúmulo de músculo, água ou gordura, ao passo que obesidade se aplica única e exclusivamente a acúmulo exagerado de gordura.

Assim, algumas pessoas, como aquelas que fazem muito exercício de musculação (por exemplo, levantamento de peso), podem adquirir grande massa muscular e até ter excesso de peso, mas não serem obesas.

Como se mede a obesidade?

Todas as pessoas necessitam de uma certa quantidade de gordura, que terá importância no acúmulo de energia para períodos de fome, para proteção térmica, para proteção física contra traumas (quedas), entre outras e, em geral, as mulheres têm maior quantidade de gordura do que os homens (provavelmente como um preparo para uma gravidez).

Medir a quantidade exata de gordura de uma pessoa não é fácil, pois requer métodos muito complexos, caros e não disponíveis no cotidiano das pessoas. Existem 2 métodos mais simples de medir a quantidade de gordura que têm grande difusão: a medida das pregas de gordura e a medida através de uma corrente elétrica de muito baixa voltagem, que passa pelo corpo, também chamada bioimpedância.

Esses métodos são bem práticos, mas sujeitos a muitos erros e devem ser utilizados apenas como referência. No ambiente medico, nos últimos anos passou a se adotar o Índice de Massa Corporal como forma de avaliar a adequação de peso das pessoas.

No ambiente medico, nos últimos anos passou a se adotar o Índice de Massa Corporal como forma de avaliar a adequação de peso das pessoas.

O que é o índice de Massa Corporal (lMC)?

O IMC é calculado por uma fórmula dividindo-se o peso de uma pessoa em quilogramas, pela sua altura, em metros, elevada ao quadrado (lMC: kg/m²).

Apesar de o IMC não diferenciar excesso de gordura ou de músculo, ele tem uma excelente relação com a quantidade de gordura corporal, e mais importante ainda, quanto maior seu valor maior a chance de haver problemas de saúde relacionados ao peso.

Existe diferença entre ganho de peso em diferentes locais?

Os profissionais de saúde não se preocupam apenas com a quantidade de gordura, mas também com o lugar onde ela se acumula. Mulheres, em geral, acumulam mais gordura nas nádegas e no quadril, o que se denomina de formato em “pêra”, enquanto os homens tendem a ganhar gordura no abdome, chamada formato em “maçã”.

O ganho de peso abdominal tem maior relação com complicações de saúde, tipo hipertensão arterial, diabetes, alteração no colesterol, entre outras. Atualmente se entende que o grande vilão é o acúmulo de gordura nas vísceras, a chamada obesidade visceral (em termos técnicos chamada esteatose).

Esse acúmulo e que leva às consequências danosas da obesidade; assim pode ser compreendida a existência de pessoas com excesso de peso, mas com poucas alterações metabólicas e vice-versa. Dessa forma, já se aceita a existência de indivíduos “magros, metabolicamente obesos” e de “obesos, metabolicamente magros”.

Quais são as causas da obesidade?

Em termos científicos, a obesidade ocorre quando, de uma forma continuada, uma pessoa come mais calorias do que consome. No entanto, os fatores que levam a esse problema podem ser diferentes de pessoa a pessoa. Em geral, reconhecem-se 3 fatores: genéticos, ambientais e psicológicos.

Qual é a influência dos fatores genéticos?

Obesidade tende a ocorrer em famílias, o que pode sugerir uma causa genética; entretanto, pessoas vivendo juntas tendem a compartilhar os mesmos hábitos, tornando-se difícil separar hábitos e genética.

Nos EUA foi feito um estudo com crianças adotadas e verificou-se que elas se assemelhavam mais a seus pais biológicos do que aos adotivos, sugerindo uma importante herança genética.

Existem doenças que levam à obesidade?

Existem algumas poucas doenças que levam à obesidade, como hipotireoidismo e o uso de certos medicamentos. É um mito histórias do tipo: “tireoide preguiçosa”, “metabolismo lento”, etc.

Em medicina se define obesidade de forma diferente do que o público em geral. Os leigos costumam estar mais preocupados com questões estéticas (que por vezes são modismos) e os médicos e demais profissionais da área estão mais preocupados com a saúde.

Quais são as consequências da obesidade?

Além dos problemas estéticos, a obesidade constitui um risco para a saúde. Os obesos têm maior chance de apresentar hipertensão arterial, diabetes melito e, portanto, doenças circulatórias (infarto do miocárdio e derrames cerebrais). Algumas formas de câncer são também mais comuns em obesos, como os de intestino, próstata, mama e ovários.

Os obesos também são mais predispostos a uma série de distúrbios que prejudica sua qualidade de vida, como pedras na vesícula biliar, doenças do fígado, artrites, gota, doenças pulmonares e alterações menstrual e de fertilidade.

Quem deve perder peso?

Há um consenso entre os especialistas que qualquer pessoa com um IMC maior do que 30 terá benefícios para a sua saúde.

Pessoas com IMC entre 25 e 29,9 devem fazer todo o esforço para não ganharem mais peso. É recomendável que pessoas com IMC menor do que 30 percam peso se tiverem 2 ou mais das condições abaixo:

  • História familiar de diabetes ou de doença cardiovascular;
  • Condições médicas preexistentes; pressão alta, colesterol elevado e distúrbios do açúcar;
  • Obesidade em formato de maçã.

Qual é o tratamento?

Infelizmente, não existe um “tratamento” propriamente dito para o excesso de peso, pois todas as tentativas que não envolverem uma mudança radical de estilo de vida estarão fadadas ao insucesso, com recuperação (e às vezes ganho maior) do que foi perdido.

Agora que você já sabe um pouco mais sobre a obesidade, conte-nos se conhece alguém que já sofreu com esse tipo de problema, e como retomou a vida saudável.

dr salim assinaturafaixa assinatura Dr SalimDr. Salim

CRM-SP 43163

É conhecido também como médico da família. Formado em 1981, na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, concluindo residência dois anos depois, em 1983. Desde então, atua como clínico geral no Hospital Sírio Libanês, além de atender também em sua clínica privada.

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