A derrota do São Paulo na última quarta-feira pela Taça Libertadores da América foi dolorida para todos os torcedores do tricolor. Estive no Morumbi, aliás como faço com frequência ao lado dos meus filhos.

Todos sabem que o Morumbi não é o mais moderno dos estádios, tem o seu charme, mas é difícil de se chegar e sair, as cadeiras cativas não tem sua numeração respeitada, mas a paixão pelo São Paulo e pelo futebol faz milhares de pessoas superarem as dificuldades e se dirigirem ao estádio. Pois bem, o time perdeu e em um país com um mínimo de civilidade isso é tratado como algo inerente ao esporte. Nesses países os torcedores deixam o estádio tristes eo  se dirigem às suas residências calmamente, refletindo e conversando com seus amigos sobre as situações que levaram sua amada equipe à derrota.

No Brasil é diferente. A inoperância das autoridades deixou com que os integrantes das torcidas organizadas se transformassem em donos do direito de torcer para as equipes.Quase que semanalmente temos notícias de brigas entre torcedores organizados dessa ou daquela agremiação, muitas longe dos estádios e marcadas através das redes sociais. Na quarta-feira a situação que já parecia limítrofe foi um pouco mais além. Os integrantes da Torcida Independente, a maior organizada do São Paulo, após a partida se voltaram contra os demais torcedores do tricolor na saída do Morumbi. Passaram a agredir qualquer um que não fosse da organizada, sob a alegação que esses torcedores eram “modinha”, termo usado por eles para aqueles que não fazem parte da organizada. O que vivos foram idosos sendo chutados pelas costas, crianças tendo suas camisas roubadas e tentativas de estupro contra meninas em frente ao estádio. O pânico tomou conta do torcedor comum, que apenas foi ao estádio torcer pela sua equipe. Essas torcidas organizadas são verdadeiras facções criminosas, cheia de bandidos entre os seus integrantes. Se eu fosse presidente do São Paulo seguiria a decisão tomada pelo Sport Clube Recife e baniria as organizadas do estádio.

Como torcedor, continuarei indo ao estádio, não me renderei a esses marginais, pois antes de tudo temos que nos colocar como cidadãos. Cabe as autoridades ao menos uma vez tomar providências, mas sinceramente duvido.

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