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Tromboangeíte obliterante

O que é a tromboangeíte obliterante?

É uma doença arterial inflamatória que provoca obstruções de artérias das pernas e dos antebraços. Foi descrita em 1908 por Leo Buerguer, daí sendo denominada como doença de Buerguer.

 

Quem tem a doença?

A doença acomete adultos, jovens, fumantes, principalmente do sexo masculino, embora cada vez mais mulheres venham apresentando afecção pelo fato de estarem fumando com frequência cada vez mais.

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Como evolui?

A tromboangeíte obliterante evolui por surtos, com períodos onde a doença é aguda, alternados com períodos de remissão que podem ser definitivos se o paciente para de fumar.

 

Qual é a sua causa?

Não se conhece a causa da tromboangeíte obliterante, mas sua associação com o hábito de fumar é evidente e observada há muito tempo. É preciso observar que, mesmo fumantes passivos, estão sujeitos a ter a doença.

 

Quais são as manifestações clínicas?

De início, o paciente pode apresentar dor na perna ou no pé ao andar, e esfriamento dos dedos das mãos e dedos dos pés, que pode evoluir para gangrena, de maior ou menor extensão. Nessa situação, a dor intensa local piora à noite.

Alguns pacientes podem também apresentar inflamação recorrente em veias superficiais, caracterizando a chamada flebite superficial migratória, que pode ser a primeira manifestação da doença.

 

Como se faz o diagnóstico?

O diagnóstico é essencialmente clínico. Exames laboratoriais geralmente se apresentam normais, mas podem ser uteis para descartar outras doenças arteriais inflamatórias, e mesmo doenças de sangue. O ultrassom Doppler e a arteriografia podem ser úteis em casos selecionados, a critério do médico.

Veja também: Quem precisa usar meia de compressão para evitar trombose?

 

Como se tratar a tromboangeíte obliterante?

A principal medida terapêutica é a abolição do fumo. De acordo com a necessidade, algumas drogas podem ser utilizadas como analgésicos, anticoagulantes, antiagregantes plaquetários, vasodilatadores, e eventualmente, corticoides. A terapia com genes para estimular o desenvolvimento de novos vasos está em fase experimental, abrindo uma perspectiva futura de tratamento para esses pacientes. O tratamento cirúrgico pode ser útil em alguns pacientes, a critério do cirurgião vascular.

dr salim assinaturafaixa assinatura Dr SalimDr. Salim

CRM-SP 43163

É conhecido também como médico da família. Formado em 1981, na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, concluindo residência dois anos depois, em 1983. Desde então, atua como clínico geral no Hospital Sírio Libanês, além de atender também em sua clínica privada.

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