O tumor gástrico é o quarto tipo de câncer mais comum no homem e o quinto mais incidente na mulher.

O termo médico para o câncer de estômago é câncer gástrico. É caracterizado pela presença de células cancerosas na parede do estômago. Ele é o quarto tipo de câncer mais comum no homem, ficando atrás de próstata, pulmão, cólon/reto. Na mulher, é o quinto mais incidente, ficando atrás da mama, colo do útero, cólon/reto e pulmão.

Existem inúmeras causas relacionadas a maior risco de câncer gástrico, citando-se, entre elas:

– Tabagismo;

– Infecção pela bactéria Helicobacter pylori;

– Dieta rica em sal e alimentos defumados ou com conservantes;

– Dieta pobre em frutas e vegetais frescos;

– Exposição a certos tipos de poeiras e fumaças;

– Antecedente familiar de câncer gástrico;

– Dieta rica em gorduras de origem animal;

– Deficiência de selênio (microelemento) no solo.

As úlceras gástricas parecem não aumentar a chance de ter câncer gástrico. Contudo, pessoas que tiveram cirurgia gástrica prévia, anemia perniciosa (anemia relativamente rara) ou atrofia gástrica têm risco aumentado de apresentar câncer gástrico.

O câncer de estômago é difícil de diagnosticar precocemente. Geralmente, quando surgem os sintomas é porque a doença já está avançada, podendo já ter se espalhado para órgãos vizinhos. Entre os sintomas devem ser citados: indigestão ou sensação de queimação, dor ou desconforto no abdômen, náuseas ou vômitos, perda de apetite, sensação de “barriga cheia” com pouca ingestão de alimentos, fraqueza e cansaço, perda de peso, sangramento presente em vômitos e fezes e dor abdominal aguda, em caso de perfuração do estômago.

Todas essas manifestações muito inespecíficas e somente o seu médico de confiança poderá diferenciá-las de quadros benignos (gastrite, úlcera, doença do refluxo e hérnia de hiato) e malignos (câncer gástrico).

O diagnóstico é feito a partir da história clínica do paciente, achados de exame físico e exames complementares, entre eles pesquisa de sangue oculto nas fezes, endoscopia digestiva alta com biópsia e tomografia computadorizada.

O tratamento do câncer de estômago vai depender do tamanho do tumor, da sua localização, da idade do paciente e das suas condições clínicas. Em geral, o tratamento de escolha é cirúrgico, constando da retirada parcial ou total do estômago. Também é necessária a retirada dos gânglios, pois muitas vezes o tumor se espalha a partir deles.

A quimioterapia e a radioterapia também podem ser utilizadas, dependendo do tipo de tumor. A videolaparoscopia também pode ser utilizada em alguns casos, dependendo da experiência do cirurgião e do tipo do tumor.

O prognóstico (evolução do paciente) vai depender de inúmeros fatores, entre eles o tamanho do tumor e o quanto ele já se espalhou, o tipo de célula predominante, a idade do paciente, o estado clínico geral e a resposta do tumor ao tratamento complementar quando indicado.