Mais de três mil pessoas morrem por ano com linfoma no Brasil, segundo o Instituto Nacional do Câncer.

Hoje é o Dia Internacional de Conscientização do Linfoma, que é um conjunto de doenças malignas que têm origem em transformação de células de linhagem linfóide, geralmente nos órgãos do sistema linfático e em tecidos que possuam aglomerados de tecido linfóide. Este crescimento celular é desordenado e com grande capacidade de multiplicação, resultando em massas tumorais localizadas, principalmente nos gânglios do pescoço, na região axilar, inguinal e internamente no tórax e abdome.

Os principais grupos de linfomas são: linfoma de Hodgkin e linfomas não-Hodgkin. Hoje, abordaremos o primeiro grupo.

O linfoma de Hodgkin é uma proliferação localizada ou algumas vezes já disseminada de células tumorais que primariamente envolvem os gânglios linfáticos e a medula óssea. A célula de Reed Stemberg é a célula maligna que caracteriza, quando presente, este tipo de linfoma.

A causa é desconhecida, mas parece existir predisposição genética a esta doença e algumas associações como, por exemplo, o vírus da mononucleose (EBV) e do HPV, que causa a aids.

O paciente pode queixar-se de caroços (ínguas) que representam linfonodos aumentados no pescoço, regiões axilares ou inguinais, de coceira, perda de peso ou suores noturnos profusos. Pode também existir dor em áreas de aumento dos linfonodos, quando se ingere bebidas alcóolicas. Se houver gânglios muito aumentados no tórax, pode existir falta de ar por compressão da traqueia e dos grandes vasos sanguíneos ali localizados. Pacientes com linfoma de Hodgkin podem também ter uma maior predisposição a infecções como é o caso do herpes zoster, por exemplo.

O diagnóstico se faz por biópsia de um dos linfonodos aumentados e não há maneiras de se prevenir essa doença.

A maior predisposição a infecções pode se associar à disseminação da doença com debilitação do paciente e sintomas de compressão de vários órgãos pelos linfonodos muito aumentados. A doença pode também se alastrar para pulmões, fígado, medula óssea e ossos.

O melhor tratamento a ser realizado é a quimioterapia e/ou radioterapia. Nos casos mais iniciais podemos utilizar a radioterapia isolada ou combinada com quimioterapia. Já nos mais avançados (estádio IV), apenas a quimioterapia.

No próximo post sobre assunto, falaremos sobre os linfomas não-Hodgkin.

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