É complicado diferenciar a infecção bacteriana da viral. Os médicos têm a obrigação de fazer essa distinção, que é muito importante para a saúde, pois cada uma tem seu tratamento específico. Um exemplo clássico é que os antibióticos não tratam infecção viral, apenas a bacteriana. Na maioria das vezes, a viral não necessita de remédio, já que o próprio sistema imunológico vai combater a doença. Em algumas situações especiais, apenas, é possível tratar com os antivirais, que atuam em alguns tipos de vírus.

Para distinguir, é preciso saber que tipo de órgão do paciente está comprometido. Por exemplo, se você está com dor de garganta e com febre, para saber se essa amígdala está com infecção bacteriana ou viral, há algumas dicas, independentemente dos exames de sangue: o estado geral do indivíduo; o tipo e tempo de febre; quando a infecção é bacteriana costuma-se encontrar na garganta placas de pus bem definidas, que podem ser acinzentadas, esverdeadas ou amareladas. Quando a infecção é viral, não existe placa, apenas uma vermelhidão ou até mesmo somente placas transparentes. É necessário observar também se o tipo de comportamento dessa pessoa envolve nariz escorrendo, tosse, catarro – típicos sintomas da gripe, que é uma doença viral – que consequentemente terá a infecção da amídala como um problema viral.

Portanto, existe uma série de coisas que o médico utiliza a partir de história clínica, exame físico e, às vezes, exames laboratoriais, para diferenciá-las. Outro grande exemplo é a diarreia, em que há dúvida se é viral ou bacteriana. Dessa forma, o que vai ajudar a definir será: o tempo de diarreia, tipo de febre, aspecto das fezes, estado geral da pessoa, exames de sangue, histórico da diarreia, se mais pessoas contraíram a doença, entre outros.

Mas, claro, a principal recomendação é: converse com seu médico, pois apenas ele terá condições de diferenciar realmente a infecção bacteriana da viral.