Infecção viral e infecção bacteriana

É complicado diferenciar a infecção bacteriana da viral. Os médicos têm a obrigação de fazer essa distinção, que é muito importante para a saúde, pois cada uma tem seu tratamento específico. Um exemplo clássico é que os antibióticos não tratam infecção viral, apenas a bacteriana. Na maioria das vezes, a viral não necessita de remédio, já que o próprio sistema imunológico vai combater a doença. Em algumas situações especiais, apenas, é possível tratar com os antivirais, que atuam em alguns tipos de vírus.

Para distinguir, é preciso saber que tipo de órgão do paciente está comprometido. Por exemplo, se você está com dor de garganta e com febre, para saber se essa amígdala está com infecção bacteriana ou viral, há algumas dicas, independentemente dos exames de sangue: o estado geral do indivíduo; o tipo e tempo de febre; quando a infecção é bacteriana costuma-se encontrar na garganta placas de pus bem definidas, que podem ser acinzentadas, esverdeadas ou amareladas. Quando a infecção é viral, não existe placa, apenas uma vermelhidão ou até mesmo somente placas transparentes. É necessário observar também se o tipo de comportamento dessa pessoa envolve nariz escorrendo, tosse, catarro – típicos sintomas da gripe, que é uma doença viral – que consequentemente terá a infecção da amídala como um problema viral.

Portanto, existe uma série de coisas que o médico utiliza a partir de história clínica, exame físico e, às vezes, exames laboratoriais, para diferenciá-las. Outro grande exemplo é a diarreia, em que há dúvida se é viral ou bacteriana. Dessa forma, o que vai ajudar a definir será: o tempo de diarreia, tipo de febre, aspecto das fezes, estado geral da pessoa, exames de sangue, histórico da diarreia, se mais pessoas contraíram a doença, entre outros.

Mas, claro, a principal recomendação é: converse com seu médico, pois apenas ele terá condições de diferenciar realmente a infecção bacteriana da viral.

dr salim assinaturafaixa assinatura Dr SalimDr. Salim

CRM-SP 43163

É conhecido também como médico da família. Formado em 1981, na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, concluindo residência dois anos depois, em 1983. Desde então, atua como clínico geral no Hospital Sírio Libanês, além de atender também em sua clínica privada.

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1 Comentário

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    Importante seus conselhos dentro deste artigo! São poucas alterações que vão
    fazer mais diferença. Valeu por compartilhar!

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