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Leucemia mieloide crônica

O que é?

A leucemia mieloide crônica é uma doença proliferativa clonal das células precursoras hematopoéticas da medula óssea, associada a uma anormalidade cromossômica adquirida, chamada cromossomo Philadelphia (Ph).

Qual a sua frequência?

Tem uma incidência de 7% a 15% das leucemias em adultos e sua frequência aumenta com a idade, atingindo um pico ao redor dos 50 a 60 anos. Apresenta discreta predominância no sexo masculino. Em crianças, a leucemia mieloide crônica é diagnosticada em menos de 5% dos casos de leucemias.

Quais são as causas?

Os fatores desencadeantes dessa forma de leucemia também são desconhecidos. Entre os fatores de risco para o aparecimento de leucemia mieloide crônica, encontramos as irradiações ionizantes, como a bomba atômica e os acidentes nucleares.

Quais são as manifestações clínicas?

Os sinais e sintomas clássicos da leucemia mieloide crônica tem início insidioso. Os principais são: fadiga, palidez, febre, perda de peso, dores articulares e ósseas, sudorese, desconforto abdominal (aumento de volume do baço).

Como se diagnostica?

O diagnóstico é feito pela associação dos dados clínicos com os achados laboratoriais.O hemograma apresenta número aumentado de leucócitos (leucocitose) com a presença de formas maduras e imaturas no sangue periférico. Pode haver discreta anemia e o número de plaquetas é variável, podendo estar anormal, aumentado ou diminuído.O mielograma apresenta sua celularidade aumentada com predomínio das células de linhagem granulocítica (tipo de glóbulo branco). O cariótipo (estudo dos cromossomos) demonstra a presença de cromossomo Ph.

Como a doença evolui?

A leucemia mieloide crônica evolui, na maioria dos pacientes, para uma fase agressiva da doença denominada fase de aceleração e de difícil controle clínico e laboratorial. O paciente tem a necessidade de ajustes frequentes nas doses das drogas utilizadas no tratamento.Pode evoluir para a fase blástica (forma de glóbulos brancos bem jovens que não costumam estar no sangue periférico) ou agudizada. As características clínicas e laboratoriais dos pacientes nesta fase são semelhantes às de uma leucemia aguda.
Apresentam piora do estado geral, perda de peso, aparecimento de dores ósseas e articulares, febre, cansaço, hemorragias, aumento progressivo do baço e fígado. Veja também: Leucemia mieloide aguda.

Como se trata?

O objetivo do tratamento é eliminar as células leucêmicas com o cromossomo Ph, evitando assim a progressão da doença para a fase blástica ou terminal.O tratamento para este tipo de leucemia tem se modificado nos últimos anos. Drogas com atividade específica (drogas alvo), como o mesilato de imatinibe, têm se mostrado eficazes para a erradicação de clone celular anormal.O transplante de medula óssea sempre deverá ser considerado como uma forma de tratamento para pacientes com idade até 50 anos.

dr salim assinaturafaixa assinatura Dr SalimDr. Salim

É conhecido também como médico da família. Formado em 1981, na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, concluindo residência dois anos depois, em 1983. Desde então, atua como clínico geral no Hospital Sírio Libanês, além de atender também em sua clínica privada.

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2 Comentários

  1. Luís Antônio Deboni

    Por gentileza Dr. Salim a leucocitose causada pelas leucemias crônicas é mais intensa ou não, qual é o grau de importância. Desde de já agradeço se puder me informar.

    ATT

    LUÍS

    Responder
    • Dr Salim

      Olá, Luís. Cada caso é específico. Infelizmente, o grau de importância varia de acordo com cada paciente. O que eu posso recomendar é procurar o médico que lhe acompanha e esclarecer essas questões. Apenas assim para ter uma resposta mais precisa. Espero ajudar e obrigado por me acompanhar!

      Responder

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