O que é fobia social?

A doença, caracterizada pelo medo excessivo de ser o foco de atenção das outras pessoas, costuma iniciar na adolescência.

O paciente com fobia social evita ativamente situações que o exponham à observação alheia, temendo agir de forma embaraçosa ou humilhante. Quando forçado a se expor, fica extremamente ansioso e com um ou mais sintomas físicos, tais como: tremor, palidez, sudorese, taquicardia, palpitações, náuseas, desconforto abdominal, sensação de desmaio e formigamentos nos membros.Comumente são temidas as seguintes situações: falar em público, desempenhar atividades em público, comer em público, escrever em público, falar com estranhos, falar ao telefone, levar uma bronca especialmente na frente de outras pessoas, ir a encontros sociais.A fobia social, quando restrita, ocorre em uma situação. A forma mais comum é a generalizada, envolvendo vários desses medos. Ela costuma iniciar-se na adolescência, período em que aprendemos e aprimoramos as regras da interação social. Por isso, caso não se trate, o fóbico social terá um duplo prejuízo: o medo excessivo e a falta de habilidade para interagir socialmente na vida.A ansiedade é quando somos foco da atenção é normal e esperada nessas situações, e sua intensidade varia conforme a pessoa. Entretanto, as pessoas não evitam e nem se afastam futuramente dessas situações, nem acarreta prejuízos para os indivíduos.O fóbico social teme e evita situações de exposição, chegando a prejudicar-se social e profissionalmente. Geralmente, na tentativa de aliviar a ansiedade, desenvolve um padrão comportamental de evitar e provocar o isolamento social.Muitas pessoas conseguem conviver com as limitações impostas pelo medo, evitando as situações que geram ansiedade. Alguns se sentem envergonhados por se aterrorizarem diante de situações que são enfrentadas pela maioria. O paciente tende a procurar o médico quando sua profissão exige que se exponha às situações fóbicas ou quando percebe que sofre e fica ansioso com suas limitações.As consequências da fobia social generalizada podem afetar todos os aspectos da vida. Os estudos mostram que os pacientes têm menor escolaridade, casam-se menos, queixam-se de relações sociais próximas e apresentam frequência maior de depressão, abuso e dependência do álcool, e síndrome do pânico.O tratamento é feito com medicamentos e psicoterapia, fundamental na ajuda à exposição, ao treinamento e na resolução das situações temidas.

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CRM-SP 43163

É conhecido também como médico da família. Formado em 1981, na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, concluindo residência dois anos depois, em 1983. Desde então, atua como clínico geral no Hospital Sírio Libanês, além de atender também em sua clínica privada.

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