Por que a depressão afeta mais as mulheres?

A doença atinge na proporção de duas a três mulheres para cada homem.

As primeiras crises costumam ocorrer no início da vida adulta (30 anos), mas um primeiro episódio depressivo pode acontecer no idoso, no adolescente e também na criança. Na adolescência, os sintomas são semelhantes aos dos adultos, evidenciando-se também raiva, apatia, isolamento social, agressividade e queda de rendimento escolar.Pessoas de todas as etnias, classes sociais e idades podem ser acometidas, mas, quanto ao gênero, o sexo feminino é mais atingido do que o masculino, na proporção de duas a três mulheres para cada homem.Embora ainda não seja completamente conhecido o modo como os hormônios femininos agem no desencadeamento de quadros depressivos na mulher, é claro que, especialmente em algumas situações, seu papel é bastante importante:- Tristeza ou melancolia pós-parto: afeta 45% a 80% das mães, tendo seu pico de três a cinco dias após o parto. Os sintomas podem incluir instabilidade emocional, crises de choro e tristeza e desaparecem espontaneamente após duas semanas, sem necessidade de medicação. Especula-se que esta condição está relacionada a uma alteração hormonal aguda, que normalmente ocorre após o nascimento do bebê;- Depressão pós-parto: pode ocorrer de semana a meses após o parto e persistir por até um ano, caso não se busque tratamento, afetando 10% a 20% das mulheres. Os sintomas de apatia, desespero, fadiga extrema e perda de apetite podem ser tão intensos que põem em risco tanto a integridade física da mão quanto a do bebê;- Depressão da tensão pré-menstrual: normalmente, as alterações de humor que ocorrem durante esse período não significam depressão, mas em cerca de 5% das mulheres as duas situações podem coexistir. Quando sintomas como fadiga, desânimo, tristeza e irritabilidade desmedidas, sentimento de impotência e inutilidade persistem por muito tempo, trazendo prejuízo no trabalho e nas relações interpessoais, deve-se procurar tratamento;- Menopausa: da mesma forma, pode coexistir com sintomas depressivos, exigindo tratamento médico.

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CRM-SP 43163

É conhecido também como médico da família. Formado em 1981, na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, concluindo residência dois anos depois, em 1983. Desde então, atua como clínico geral no Hospital Sírio Libanês, além de atender também em sua clínica privada.

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