Enurese

O que é enurese?

É a emissão repetida de urina, diurna (na roupa) e/ou noturna (na cama), por crianças de 5 anos ou mais (a maturidade fisiológica é habitualmente adquirida entre os 3 e 4 anos de idade).

A emissão de urina, em geral involuntária, tende a ocorrer no mínimo 2 vezes por semana, por no mínimo 3 meses, ou causar sofrimento significativo, evidenciado por prejuízo no funcionamento social ou escolar da criança.

Enurese | Dr Alfredo Salim Helito CRM 43.163-SP

Quais são os tipos de enurese?

Três subtipos são descritos:

Enurese noturna

É a mais comum, ocorrendo durante o sono, nas primeiras horas da noite (muitas vezes a criança recorda-se de um sonho que envolvia o ato de urinar).

Enurese diurna

Mais comum no sexo feminino e raramente após os 9 anos de idade, costuma ocorrer nas primeiras horas da tarde, em dias de escola. A enurese diurna pode se dar por vontade súbita de urinar e instabilidade da musculatura da bexiga (“incontinência de impulso”) ou por adiamento consciente do esvaziamento da bexiga, até que resulte a incontinência (“protelação da micção”).

O adiamento do ato de urinar pode se dar pela relutância em usar o banheiro, em razão de ansiedade social ou por envolvimento com atividades lúdicas na escola.

Enurese noturna e diurna

Qual é a causa da enurese?

Cerca de 75% das crianças com enurese têm um parente biológico em 1º grau com o transtorno; o risco para o distúrbio é de 5 a 7 vezes maior nas crianças, cujos pais tiveram a condição.

Vários fatores predisponentes foram sugeridos:

  • Treinamento atrasado ou negligente do controle para o ato de urinar;
  • Situações de estresse psicológico ou social (separação dos pais, nascimento de irmão mais novo, entrada na escola);
  • Anormalidades dos ritmos normais de produção da urina;
  • Redução da capacidade funcional da bexiga.

Quais são as consequências da enurese?

A criança sofre por duas razões: pelas limitações impostas às suas atividades sociais (por exemplo, pernoitar em acampamentos ou casas de amigos) ou pelo efeito da enurese sobre a autoestima. O paciente sente-se incapaz e inadequado pois, além de sentir-se “diferente” dos colegas, tem que suportar a raiva, punição e rejeição dos pais e cuidadores.

Assim como na encoprese, dois tipos de enurese são descritos: o primário, quando a criança não chegou a estabelecer a continência urinária, e o secundário, que se desenvolve após uma fase de continência urinária.

O segundo tipo se inicia entre os 5 e 8 anos de idade. A maioria das crianças com enurese torna-se continente na adolescência, restando apenas 1olo que persistem até a idade adulta.

Como é feito o tratamento da enurese?

O tratamento baseia-se em:

Reeducação – Correção das medidas educativas anteriormente aplicadas, tais como: aprendizagem, demasiado precoce ou rígida e moderação das bebidas à noite.

Motivação do paciente – Informar a criança sobre o funcionamento urinário é fundamental. O médico desmistificará o sintoma, tentando fazer que a criança não se sinta vítima ou culpada, mas sim participante dos resultados conseguidos a partir da intervenção.

Despertar noturno, em hora regular – Após urinar completamente no horário de deitar, a criança será novamente despertada (pelos pais ou por alarme sonoro) I hora a I hora e meia após adormecer, durante 1 mês, retardando o despertar em 15 minutos a cada noite.

Uso de medicamentos – Antidepressivos e outros medicamentos podem ser usados por período delimitado.

Psicoterapia – Quando a criança apresenta, além da enurese, dificuldades em outras áreas psicológicas.

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CRM-SP 43163

É conhecido também como médico da família. Formado em 1981, na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, concluindo residência dois anos depois, em 1983. Desde então, atua como clínico geral no Hospital Sírio Libanês, além de atender também em sua clínica privada.

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